Norma Técnica para cintas de elevação está aberta à consulta nacional

Já está disponível no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para consulta pública o texto da norma para produção de cintas de elevação de cargas. Fique por dentro, participe dessa mudança!
O público poderá, até 18 de julho, votar sobre os tópicos da norma que estão em discussão. Em seguida, o grupo CB-17, um dos núcleos operacionais da ABNT que elaborou as normas para a produção, comercialização e aplicação das cintas de movimentação no país, voltará a discutir as sugestões e quantificar os votos do público para, então, homologar (no caso da votação ser favorável) a NBR que teve como referência a EN 1492 partes 1 e 2, considerada referência mundial para o segmento.
A Tecnotextil esteve entre as mais atuantes empresas nesta importante discussão. De acordo com a equipe da empresa que participa do comitê desde 2000, um dos pontos que mais causou controvérsias na comissão – formada por representantes do órgão de normatização (ABNT e IPT – Instituto de Pesquisa e Tecnologia), fabricantes e usuários (empresas dos segmentos de logística, transportes e movimentação de cargas) – foi a implantação ou não de código de cores nas cintas. Superado este impasse, a expectativa é que em breve o Brasil, a exemplo da Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, tenha uma Norma Técnica (NBR) para cintas planas e tubulares. A Tecnotextil acredita que é importante utilizar as cores nas cintas como mais uma forma de garantir a segurança na sua utilização, igualando ao nível de qualidade oferecido pelos produtos vindos do exterior em operações one way, por exemplo. Os trabalhadores já estão acostumados com o código de cores e o país se manterá alinhado às melhores práticas mundiais, acredita a equipe da Tecnotextil.
A norma ajudará a disciplinar o mercado nacional de cintas de elevação, criando condições para que entidades como o Ministério Público ou o Ministério do Trabalho possam estabelecer sanções aos fabricantes, comerciantes ou usuários que não produzem, vendem ou utilizam as cintas de elevação de maneira adequada e, por último, garantir a qualidade e a segurança dos usuários. Na avaliação da Tecnotextil, a norma também influenciará o mercado, pois quem comercializa cintas utilizando matéria-prima de baixa qualidade terá de se adequar às exigências mínimas da norma.
Pioneirismo no uso do
“Padrão Internacional de Cores”.
Com a implantação da norma, ao contrário do que se verifica atualmente, todas as cintas de elevação produzidas e comercializadas no Brasil obrigatoriamente deverão possuir etiquetas de identificação (nome do fabricante, telefones para contato e outros dados); cores específicas para o reconhecimento da capacidade máxima de elevação; Fator de Segurança 7:1* ou 4:1 (se incluir ferragens no conjunto) e código de rastreabilidade para que o fabricante possa ser facilmente identificado.
O fabricante será obrigado, ainda, a fornecer um certificado da capacidade da cinta comercializada. Além disso, será obrigatória a realização de ensaios de resistência a um determinado número de cintas produzidas. Todos os fabricantes serão obrigados a realizar ensaios práticos de seus produtos. Este é um grande avanço em termos da qualidade e segurança, acredita a Tecnotextil.
Outro avanço importante e que chama a atenção na nova NBR, segundo Lopes, é a definição da carga máxima de trabalho da cinta para a comercialização do produto. O que vai valer é a capacidade nominal associada à forma de movimentação básica. Atualmente, há quem comercialize cintas baseados no Fator de Segurança, o que coloca em risco os usuários e os produtos movimentados. A partir da norma, se o cliente elevar 5.000 kg, terá de comprar uma cinta com capacidade máxima de trabalho de 5.000 kg na forma de uso “referencial” do produto, independentemente do FS 7:1. Isso se traduz em segurança para o usuário, que não mais comprará gato por lebre, explica a equipe da Tecnotextil.
A utilização da norma como referência é voluntária, mas o mercado naturalmente vai exigir os padrões mínimos determinados pela ABNT.
Tecnotextil segue Norma Internacional há anos
Tecnotextil já aplica,
há anos, as Normas da
Comunidade Européia.
A movimentação para a elaboração da NBR para as cintas de elevação teve início no final da década de 1990, quando a Tecnotextil, por meio de um tradutor juramentado, participou da tradução das normas EN 1492 partes 1 e 2 (para elevação) e EN 12195 (para amarração).
Desde 2003 o CB-17 promoveu reuniões periódicas para a discussão dessas normas e a adaptação do texto à realidade brasileira. O grupo continuará os estudos e discussões para a elaboração de uma outra NBR: desta vez para as cintas de amarração com base na Norma EN 12195, da Comunidade Européia, também considerada padrão mundial para o segmento.
Muito antes de a NBR ser discutida e elaborada, a Tecnotextil, empresa fabricante das cintas de elevação e amarração Levtec® e líder no mercado nacional, aplica na fabricação e na comercialização das cintas as determinações das Normas EN 1492 e EN 12195.
Isso fez a Tecnotextil ser a pioneira, no Brasil, no uso do “Padrão Internacional de Cores” para a identificação visual da capacidade de carga nominal das cintas de elevação e etiquetas de identificação das cintas. A Tecnotextil possui um laboratório de ensaios com equipamentos certificados pelo IPT, da Universidade de São Paulo, o que garante a máxima segurança das cintas, considerando a capacidade e segurança do conjunto. É, ainda, o primeiro fabricante nacional a conquistar a certificação ISO 9001:2000 (Gestão da Qualidade) em todos os seus processos (fabril, comercial, financeiro, qualidade e administrativo).
O que é Fator de Segurança?
Uma cinta de elevação deve suportar, no mínimo, um múltiplo da carga ou peso para o qual foi projetada. Esse é o chamado Fator de Segurança (FS). Na prática, se o volume a ser elevado é de 10.000 kg de peso, este deverá ser içado por uma cinta com capacidade de, no mínimo 70.000 kg, antes da ruptura.
