Norma Técnica para cintas de elevação está aberta à consulta nacional

Publicado em: 05/07/2008 10:22

Norma técnica para cintas de elevação está aberta à consulta nacional

Já está disponível no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para consulta pública o texto da norma para produção de cintas de elevação de cargas. Fique por dentro, participe dessa mudança!

O público poderá, até 18 de julho, votar sobre os tópicos da norma que estão em discussão. Em seguida, o grupo CB-17, um dos núcleos operacionais da ABNT que elaborou as normas para a produção, comercialização e aplicação das cintas de movimentação no país, voltará a discutir as sugestões e quantificar os votos do público para, então, homologar (no caso da votação ser favorável) a NBR que teve como referência a EN 1492 partes 1 e 2, considerada referência mundial para o segmento.

A Tecnotextil esteve entre as mais atuantes empresas nesta importante discussão. De acordo com a equipe da empresa que participa do comitê desde 2000, um dos pontos que mais causou controvérsias na comissão – formada por representantes do órgão de normatização (ABNT e IPT – Instituto de Pesquisa e Tecnologia), fabricantes e usuários (empresas dos segmentos de logística, transportes e movimentação de cargas) – foi a implantação ou não de código de cores nas cintas. Superado este impasse, a expectativa é que em breve o Brasil, a exemplo da Europa, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, tenha uma Norma Técnica (NBR) para cintas planas e tubulares. A Tecnotextil acredita que é importante utilizar as cores nas cintas como mais uma forma de garantir a segurança na sua utilização, igualando ao nível de qualidade oferecido pelos produtos vindos do exterior em operações one way, por exemplo. Os trabalhadores já estão acostumados com o código de cores e o país se manterá alinhado às melhores práticas mundiais, acredita a equipe da Tecnotextil.

A norma ajudará a disciplinar o mercado nacional de cintas de elevação, criando condições para que entidades como o Ministério Público ou o Ministério do Trabalho possam estabelecer sanções aos fabricantes, comerciantes ou usuários que não produzem, vendem ou utilizam as cintas de elevação de maneira adequada e, por último, garantir a qualidade e a segurança dos usuários. Na avaliação da Tecnotextil, a norma também influenciará o mercado, pois quem comercializa cintas utilizando matéria-prima de baixa qualidade terá de se adequar às exigências mínimas da norma.

Pioneirismo no uso do Padrão Internacional de CoresPioneirismo no uso do
“Padrão Internacional de Cores”.

Com a implantação da norma, ao contrário do que se verifica atualmente, todas as cintas de elevação produzidas e comercializadas no Brasil obrigatoriamente deverão possuir etiquetas de identificação (nome do fabricante, telefones para contato e outros dados); cores específicas para o reconhecimento da capacidade máxima de elevação; Fator de Segurança 7:1* ou 4:1 (se incluir ferragens no conjunto) e código de rastreabilidade para que o fabricante possa ser facilmente identificado.

O fabricante será obrigado, ainda, a fornecer um certificado da capacidade da cinta comercializada. Além disso, será obrigatória a realização de ensaios de resistência a um determinado número de cintas produzidas. Todos os fabricantes serão obrigados a realizar ensaios práticos de seus produtos. Este é um grande avanço em termos da qualidade e segurança, acredita a Tecnotextil.

Outro avanço importante e que chama a atenção na nova NBR, segundo Lopes, é a definição da carga máxima de trabalho da cinta para a comercialização do produto. O que vai valer é a capacidade nominal associada à forma de movimentação básica. Atualmente, há quem comercialize cintas baseados no Fator de Segurança, o que coloca em risco os usuários e os produtos movimentados. A partir da norma, se o cliente elevar 5.000 kg, terá de comprar uma cinta com capacidade máxima de trabalho de 5.000 kg na forma de uso “referencial” do produto, independentemente do FS 7:1. Isso se traduz em segurança para o usuário, que não mais comprará gato por lebre, explica a equipe da Tecnotextil.

A utilização da norma como referência é voluntária, mas o mercado naturalmente vai exigir os padrões mínimos determinados pela ABNT.


Tecnotextil segue Norma Internacional há anos

Tecnotextil já aplica, há anos, as Normas da Comunidade EuropéiaTecnotextil já aplica,
há anos, as Normas da
Comunidade Européia.

A movimentação para a elaboração da NBR para as cintas de elevação teve início no final da década de 1990, quando a Tecnotextil, por meio de um tradutor juramentado, participou da tradução das normas EN 1492 partes 1 e 2 (para elevação) e EN 12195 (para amarração).

Desde 2003 o CB-17 promoveu reuniões periódicas para a discussão dessas normas e a adaptação do texto à realidade brasileira. O grupo continuará os estudos e discussões para a elaboração de uma outra NBR: desta vez para as cintas de amarração com base na Norma EN 12195, da Comunidade Européia, também considerada padrão mundial para o segmento.

Muito antes de a NBR ser discutida e elaborada, a Tecnotextil, empresa fabricante das cintas de elevação e amarração Levtec® e líder no mercado nacional, aplica na fabricação e na comercialização das cintas as determinações das Normas EN 1492 e EN 12195.

Isso fez a Tecnotextil ser a pioneira, no Brasil, no uso do “Padrão Internacional de Cores” para a identificação visual da capacidade de carga nominal das cintas de elevação e etiquetas de identificação das cintas. A Tecnotextil possui um laboratório de ensaios com equipamentos certificados pelo IPT, da Universidade de São Paulo, o que garante a máxima segurança das cintas, considerando a capacidade e segurança do conjunto. É, ainda, o primeiro fabricante nacional a conquistar a certificação ISO 9001:2000 (Gestão da Qualidade) em todos os seus processos (fabril, comercial, financeiro, qualidade e administrativo).


O que é Fator de Segurança?

Uma cinta de elevação deve suportar, no mínimo, um múltiplo da carga ou peso para o qual foi projetada. Esse é o chamado Fator de Segurança (FS). Na prática, se o volume a ser elevado é de 10.000 kg de peso, este deverá ser içado por uma cinta com capacidade de, no mínimo 70.000 kg, antes da ruptura.