FAQ

perguntitas mui frequentes

Aplicação

  1. A cinta estica após o uso?
    Sim, as cintas de elevação podem passar por um leve alongamento durante o uso, conhecido como "laceamento", que é uma característica natural ao longo da vida útil da cinta têxtil. Esse laceamento é influenciado pela frequência de uso, carga aplicada e modo de utilização. Importante: a elasticidade é calculada como uma porcentagem do comprimento total da cinta, ou seja, quanto maior o comprimento, maior o alongamento absoluto esperado. Os materiais utilizados nas cintas da Tecnotextil apresentam elasticidade controlada conforme as especificações: - Poliéster (PES): até 7% de elasticidade; - Dyneema (HMPE): até 1% de elasticidade; - Aramida: até 3% de elasticidade. Esses valores representam o limite máximo de elasticidade do material quando a cinta é utilizada corretamente e sem sobrecarga. Durante a operação, uma cinta de poliéster com 6 metros de comprimento, por exemplo, pode se alongar temporariamente até 6,42 metros (6 x 1,07) sob carga, retornando ao repouso com um comprimento ligeiramente superior ao inicial, como 6,05 metros. Esse aumento sutil ao repouso caracteriza o laceamento que embora mínimo, é esperado e seguro. Importante: um leve aumento de comprimento ao longo do tempo é esperado no uso regular da cinta. Contudo, se o comprimento da cinta em repouso estiver próximo dos limites de elasticidade especificados acima, isso pode indicar que houve sobrecarga. Nesse caso, a cinta pode ter sofrido uma deformação plástica, evidenciando que foi utilizada além de sua capacidade nominal, comprometendo sua segurança e integridade. Para garantir uma operação segura e equilibrada, recomenda-se: - Utilizar cintas novas em conjunto desde o início da operação, evitando diferenças de laceamento entre elas ao longo do tempo; - Utilizar cintas do mesmo modelo e capacidade na mesma operação. Combinar cintas de diferentes capacidades ou modelos pode resultar em variações de alongamento e laceamento, causando desequilíbrio na carga, especialmente em operações de precisão, como encaixe de moldes; - Se uma das cintas do conjunto for danificada (rejeitada na inspeção), orientamos fazer a troca de todas as demais, pois em virtude dos fatos mencionados, pode haver desequilíbrio.

Inspeção

  1. Como se procede a recertificação de cintas têxteis?
    No mercado de cabos de aço ficou muito comum esta questão de fazer um ensaio com o dobro de carga (2 x CMT) para posteriormente emitir um documento que "re-certifica" o material. Para cintas têxteis, esta prática não é correta! O que temos de regulamentação para as cintas são as normas técnicas: O que os regulamentos falam a respeito do assunto é justamente sobre o processo de inspeção e descarte das cintas. Temos muito material a respeito aqui em nosso site; segue um link para a busca do termo "inspeção": https://www.tecnotextil.com.br/?s=inspeção Veja mais sobre este assunto em postagem do nosso Blog: Ensaio de dobro de carga em cintas têxteis. Este assunto remete a outras duas dúvidas que já nos foram colocadas e respondidas no FAQ: Portanto, este processo de "recertificação com teste de dobro de carga" não existe em cintas! Não podemos fazer um ensaio de dobro de carga, pois as normas exigem que jamais se exceda o limite de carga das cintas O que pode ser feito no entanto (bem comum) é enviar as cintas para análise pelo Fabricante. Nós emitimos laudos atestando que a cinta está conforme ou não conforme (algo como uma inspeção mais detalhada), mas o certificado da cinta continua sendo o mesmo.

Rastreabilidade

  1. As manilhas ofertadas atendem a RR-C-271?
    A RR-C-271 cujo título é Chains and Attachments, Carbon and Alloy Steel não é propriamente uma norma internacional (como a ISO 2415, EN 13889 ou a ASME B30.26). Trata-se de uma Especificação Federal (Federal Specification) do Programa de Normalização da Defesa – tradução livre de Defense Standardization Program (DSP) do exército americano. Muitos clientes questionam se as manilhas que ofertamos atendem a esta Especificação. E a resposta é sim! Medidas, tolerâncias e capacidades das nossas manilhas estão conforme última revisão no momento da edição deste FAQ: a 8º edição referente “Revision H Amendment 1” acessível em https://quicksearch.dla.mil/qsDocDetails.aspx?ident_number=51283. Esta Especificação Federal não trata apenas de manilhas, como outros componentes. Consulte sobre as manilhas a partir da seção 3.4.3 na página 16 do documento. Veja este outro FAQ relacionado ao assunto: Por que as manilhas que a Tecnotextil oferta são conforme ASME B30.26?
  2. É possível consertar cintas danificadas?
    Como sabemos, não é possível estimar o tempo de vida útil de cada cinta, pois vai depender do manuseio, periodicidade, forma e adequação do uso etc. Mas depois que fazemos a inspeção do material e retiramos a cinta de uso, é possível consertá-la? Sim! Dependendo do caso é possível recuperar a cinta têxtil! Por exemplo é muito comum perder a etiqueta de identificação; neste caso o reparo (trocar etiqueta) é viável. Em cintas tubulares a viabilidade de conserto costuma ser mais provável, principalmente se estas forem confeccionadas com proteções adicionais. Por outro lado, cintas planas depois de danificadas costumam não ter conserto. Porém temos 4 pontos importantes que você deve observar sobre este tema. Vamos lá!

    1 - Reparos devem ser realizados apenas pelo fabricante

    Jamais altere as características originais do produto por conta própria! Apenas o fabricante do produto poderá fazer modificações e reparos nas suas cintas têxteis. Isto também significa que a TECNOTEXTIL só pode reparar as cintas de nossa fabricação. Citando as normas técnicas: "Quando viável, as cintas devem ser reparadas apenas pelo próprio fabricante" (ref. item B.3.1 da NBR 15637, grifo nosso). Portanto, não nos envie cintas de outras marcas/fabricantes!

    2 - Aviso prévio

    A TECNOTEXTIL se reserva ao direito de recusar o recebimento de materiais enviados sem aviso prévio, conforme inclusive declaramos em nossas Notas Fiscais. Portanto, antes de enviar os materiais para nossa análise, entre em contato com nossa área comercial por e-mail, telefone ou mesmo através do formulário de Contato. Você também pode contatar diretamente o Representante para fazer uma análise preliminar dos seus materiais!

    3 - Como funciona na prática

    3.1 - Seleção dos materiais

    O Responsável Qualificado da sua empresa deverá separar as cintas têxteis que sejam viáveis de conserto para envio (para nossa fábrica). Um profissional devidamente capacitado sabe distinguir os materiais de descarte (sem conserto) daqueles cujo conserto é viável. Porém, na dúvida: nos envie para análise! Nota: consulte-nos para treinamentos de capacitação.

    3.2 - Comunicação e Envio (NF)

    Posteriormente você deverá nos comunicar (conforme item 2) do envio, preferencialmente já mencionando qual a sua demanda: colocação de proteções, troca de etiqueta, reposição de acessórios etc. Atenção aos detalhes para a emissão da sua Nota Fiscal:
    • NCM para cintas têxteis deve ser 6307.90.90
    • CFOP varia de acordo com a demanda:
      • Remessa para industrialização (o objetivo é consertar/reparar a cinta), utilize o CFOP 5.901 (dentro do estado de SP) ou 6.901 (fora de SP);
      • Se o objetivo é apenas fazer um laudo, utilize CFOP 5.949 (em SP) ou 6.949 (fora de SP);
    • Informe sempre nas observações da Nota Fiscal o motivo do envio, bem como a rastreabilidade: a NF de origem ou mesmo nº da OF.

    3.3 - Reparo e Certificação

    Ao receber as suas cintas, vamos inicialmente separar aquelas que podem ser consertadas, daquelas sem condições de reparo. Cintas tubulares cujo reparo é aparentemente viável precisarão passar por uma segunda análise mais profunda: é preciso ter a certeza que o núcleo de cordões permanece intacto. Por isso vamos precisar abrir a capa da sua cinta, para analisá-la "por dentro". Estando a estrutura devidamente intacta, poderemos então proceder com o reparo: colocação de proteções adicionais, troca de etiqueta etc. Lembrando que cintas têxteis não são recertificadas através de ensaio de dobro de carga. Se viável, são reparadas sem fazer nenhum tipo de teste de carga adicional.

    3.4 - Comercialização

    Durante todo processo, você estará sendo envolvido: se for viável o reparo, nossa área comercial entrará em contato para fazer a devida oferta/cotação. Assim que você aprovar, seu material será reparado, a etiqueta de rotulagem padrão será  trocada (mantendo as informações originais) e uma nova etiqueta adicional será inserida com a data deste novo reparo.

    4 - Vale a pena?

    Pela nossa experiência, o processo de conserto de cintas traz um enorme ganho financeiro (redução de custo) aos clientes, principalmente quando se adota o uso de cintas com proteção total. Ao utilizar proteções você estará preservando a cinta têxtil. Consequentemente, o Responsável Qualificado (referente item 3.1) poderá enviar a cinta apenas para troca da proteção, tendo assim uma relevante redução de custos. Claro, pode haver uma ou outra exceção! Por isso conte sempre com nosso apoio: na dúvida, entre em contato com nossa equipe de Vendas.
  3. Por que as manilhas que a Tecnotextil oferta são conforme ASME B30.26?
    A norma nacional ABNT NBR 13545:2012 estabelece uma série de requisitos excelentes como ensaios de tipo, propriedades mecânicas, requisitos de resistência à fadiga, ruptura etc., ou seja: requisitos de desempenho (excelente!). Ela também estabelece requisitos de informações que devem ser marcadas na peça (em acessórios, não temos uma etiqueta como nas cintas), bem como do certificado (Declaração do Fabricante), ou seja: requisitos de rastreabilidade (excelente!). As manilhas de fabricação Juli Sling Co. Ltd atendem plenamente a todas estas exigências: são estas manilhas que nós comercializamos. E toda nossa documentação acompanhante também fornece toda esta rastreabilidade. Porém a NBR 13545 nos seus itens 4.1 e 4.2, respectivamente nas Tabelas 1 e 2 determina medidas específicas para cada modelo de manilha. Estas medidas, na maioria dos modelos de manilhas disponíveis no mercado (não somente no Brasil), não são atendidas: cada fabricante desenvolveu o seu projeto. E esta NBR 13545 também restringe capacidades! Por exemplo: nossa manilha de capacidade de 1.500t jamais atenderá a esta norma, pois ela restringe manilhas curvas em no máximo 320t. Isto se trata de um grave desvio na elaboração desta norma nacional, que vai contra as diretrizes da ABNT NBR ISO/IEC 17007:2014 - Avaliação da conformidade - Orientações para redação de documentos normativos adequados ao uso na avaliação da conformidade. A ISO 17007 deixa claro no seu item 5.2.3: "convém que os documentos normativos para objetos de avaliação da conformidade se concentrem somente nos critérios ou características de desempenho do objeto". Por desempenho aqui pode se entender (como em diversas outras normas de acessórios, cintas e correntes para movimentação de cargas) a determinação do fator de segurança, por exemplo. Ainda no assunto das medidas, trata-se de uma restrição de tecnologia: se um fabricante consegue fazer "mais com menos", por exemplo (medidas menores que a norma determinou) ele será prejudicado pela norma. Neste ponto a ISO 17007 também esclarece, no seu item 5.2.6: "Convém que os requisitos especificados sejam escritos de tal forma que facilitem o desenvolvimento da tecnologia. Em geral isto é alcançado: - especificando os requisitos em termos de desempenho, em vez das características de projeto ou descritivas; - especificando os requisitos relativos ao objeto e não ao processo de produção para o objeto". É por isto, então, que ofertamos ao mercado as nossas manilhas conforme ASME B30.26.
  4. Por que na NF tem dois códigos iguais com preços diferentes?
    Os códigos dos produtos da Tecnotextil definem o modelo da cinta. Conforme normas técnicas, a definição de modelo de fabricação é: unidades produzidas sob um mesmo método de fabricação, dentro da mesma capacidade, independente do comprimento. Não somente o comprimento pode ser variável (o que vai impactar diretamente no custo) como também temos inúmeras outras variáveis. Por exemplo, temos o produto código 22060Z que se trata de uma cinta modelo SLING de corpo duplo, de 60 mm de largura e CMT de 2t:
    • Em relação ao comprimento, este produto tem um limite inferior de 0,76 m (comprimento mínimo);
    • Existe também um limite superior, mas mesmo que seja hipoteticamente de apenas 10 m: isto significa dizer que ele pode ser confeccionado com 0,8 m de comprimento, ou 1 metro; 1,1 m; 1,2 m; 1,3 m e assim por diante;
    • Temos também a possibilidade de mudança do tipo de olhal flexível: o olhal padrão desta cinta em exemplo é o tipo R2, porém a demanda do cliente pode ser de um olhal tipo N, tipo R4 etc e também com comprimentos variáveis;
    • Como se não bastasse, temos também a possibilidade de incluir proteções que podem ser de variadas matérias-primas: só do tipo de item “proteções” temos mais de 2 mil códigos (que também podem ter comprimentos e quantidades variáveis!);
    • E ainda há outros opcionais, como etiquetas adicionais de rotulagem, etiqueta metálica etc.
    Isso significa que em termos práticos, há infinitas possibilidades de fornecimento e, consequentemente custo, para cada código de produto. Por isso pode haver mais de um item na NF com o mesmo código, embora a cinta seja diferente. Veja outro FAQ relacionado ao tema: A Tecnotextil fornece certificado de conteúdo local?

Segurança

  1. Como identificar a capacidade da cinta?
    As normas nacionais que tratam da fabricação de cintas têxteis para amarração de cargas (NBR 15883) ou elevação de cargas (NBR 15637, parte 1 para cintas planas e parte 2 para cintas tubulares) estabelecem a obrigatoriedade da identificação da capacidade de carga através da etiqueta de identificação (clique e repare nos itens 1 e 5). Este deverá ser sempre o principal critério: a etiqueta de identificação, imprescindível! Verifique também este outro FAQ: A etiqueta de rotulagem foi arrancada. O que fazer? No caso das cintas de elevação, além da identificação da capacidade na etiqueta temos também o código de cores, como uma exigência da normas. Cintas com CMT a partir de 10t são identificadas todas na cor laranja. Adicionalmente temos também outro tipo de identificação: os frisos da fita, onde cada friso representa 1t. Ou seja: uma cinta com 2 frisos deve ser verde (2.000 kg), uma com 3 frisos deve ser amarela (3.000 kg) etc. A linha de produtos Tecnotextil/Levtec atende à identificação de capacidade por frisos em cintas planas com CMT de até 10t, exceto:
    • Cintas tipo ANEL (sem fim) de corpo duplo, triplo ou quádruplo: aplica-se somente a cintas anel corpo simples;
    • Cintas tipo SLING/FLAT (cintas com olhais) em corpo simples ou quádruplo: aplica-se somente às cintas de corpo duplo.
  2. Por que as cintas de movimentação de cargas possuem cores diferentes?
    Se você possui algum conhecimento sobre segurança do trabalho ou é da área de logística, já deve ter reparado que as cintas de movimentação de carga para elevação possuem cores diferentes. E por qual motivo existe essa classificação entre as cintas de movimentação de carga? As cores existem para identificar a capacidade de carga que cada cinta pode transportar ou içar, ou seja, sua carga de trabalho. Esse sistema de cores é um requisito para cintas de elevação conforme as normas ABNT NBR 15637 partes 1 (cintas planas) e 2 (cintas tubulares). Para cintas tubulares de ultra-alta tenacidade, descritas na parte 3 da mesma norma, existe o requisito da cor preta para todos os tipos de produtos, pois são geralmente utilizadas em projetos especiais. A maioria dos acidentes com movimentação de cargas ocorre em capacidades menores, por isso as alterações nas cores até 10 toneladas são feitas para chamar maior atenção e aumentar a segurança. Em capacidades maiores, normalmente há um foco muito maior na segurança da operação, com a elaboração de planos de Rigger e a presença de profissionais gabaritados, o que reduz significativamente os riscos de acidentes. No entanto, nas operações do dia a dia, onde as capacidades são menores, é onde se concentram a maior parte das ocorrências. Além disso, as cores das cintas também ajudam a garantir que a capacidade correta está sendo utilizada em um ambiente específico. Por exemplo, um usuário pode ter uma ponte rolante de 200 toneladas e usar uma cinta de 8 toneladas. A cor azul da cinta deixa claro, mesmo de longe, a capacidade do içamento em questão. Esta é uma vantagem da utilização de cintas de elevação, que além de agir como isolante térmico, podem servir para criar pontos de içamento menores. Isso permite que ganchos de grande capacidade, como no exemplo de uma ponte rolante de 200 toneladas, sejam utilizados com acessórios compatíveis com cargas menores.
  3. Qual o uso correto de GRAB de uma perna?
    As cintas tipo GRAB (ou linga) foram projetadas para trabalhar na forma de elevação Vertical. Isto significa que as cintas planas ou tubulares do tipo GRAB não devem ser utilizadas na forma Cesto (envolver a carga) ou Enforcada (enlaçar a carga). O conceito de uma linga (ou cinta tipo "GRAB") são cintas e componentes conectados para formar uma só peça/acessório de elevação – não confundir com o conceito de conjunto ou combinação de cintas. No exemplo da ilustração abaixo, temos lingas de 1 perna trabalhando em conjunto/combinação. Estas lingas podem ser de material têxtil, cabos de aço ou de correntes, conforme fotografia abaixo com lingas de 2 pernas (elevação vertical): Esta diferença de uma GRAB para outros modelos de cinta como ANEL ou SLING pode também ser facilmente identificada com o conteúdo das etiquetas de identificação. Nas imagens abaixo, temos etiqueta de cintas tipo GRAB de 1 e 2 pernas (duas de acima) e etiqueta de cinta com olhais padrão, tipo SLING (abaixo): Fotografias de etiquetas de rotulagem Porém visualmente pode surgir a dúvida em cintas tipo GRAB de uma perna. É uma cinta que aparentemente pode dar a entender que pode ser utilizada na forma cesto ou enforcada. É aí que mora o perigo! Como esta cinta foi projetada para trabalho em elevação vertical, alguns problemas podem ocorrer tanto referente ao equilíbrio da carga quanto até diretamente na capacidade efetiva de elevação. Veja abaixo na ilustração a correta vs incorreta forma de uso da cinta GRAB de 1 perna em Cesto: Imagens de cintas GRAB de uma perna em cesto Por isso, caso haja uma necessidade específica de uso de cinta GRAB em Cesto, consulte o nosso Departamento Técnico para uma avaliação e revisão da linha, para que seja provida uma solução devidamente adequada à sua operação. Veja um Boletim Técnico sobre este FAQ em https://www.tecnotextil.com.br/downloads/boletim-tecnico-maio-2021/
  4. Um acessório errado pode cortar a cinta?
    Com a última revisão da NBR 15637, passamos a ter uma importante informação (no item 4 do Anexo B), demandada por todo mercado: o cálculo para o diâmetro mínimo admissível do ponto de pega/ancoragem para que não se corra o risco de "cortar" a cinta tubular. A fórmula é simples, porém é muito importante atentar ao tipo de contato da cinta tubular, que pode ser classificado como:
    • D1: contato simples;
    • D2: contato duplo;
    • D3: contato duplo com estrangulamento.
      Conhecendo como está sendo utilizada a cinta, podemos então considerar o diâmetro mínimo do ponto de pega, onde DM representa o diâmetro do ponto de pega, ilustrado a seguir com uma manilha:
    • Contato Simples (D1): DM > DC
    • Contato Duplo (D2): DM > 1,5 x DC
    • Contato Duplo com estrangulamento (D3): DM > 3 x DC
    Lembrando que:
    • O diâmetro da cinta deve estar informado na etiqueta de rotulagem do produto;
    • Este cálculo se aplica em qualquer ponto de pega (não apenas manilhas).

Técnica

  1. Quais as tolerâncias dimensionais para as cintas têxteis?
    As tolerâncias tanto para a largura quanto para o comprimento das cintas planas são definidas nas normas técnicas, conforme segue:
    • Para cintas com largura até 100mm temos uma tolerância de 10%; para as demais (acima de 100mm) temos uma tolerância de 8% definida em norma;
    • Já para o comprimento, temos:
      • Comprimento ≤ 5,0m - tolerância de 3%;
      • 5,0m < Comprimento ≤ 10,0m - tolerância de 2%;
      • Comprimento > 10,0m - tolerância de 1%.
    No entanto cabem algumas observações quanto ao fornecimento da Tecnotextil. Primeiramente sobre a largura: nunca houve um caso onde se verificou uma divergência na largura das fitas. Trata-se de um processo de confecção (a tecelagem) onde a largura é extremamente precisa. Variações podem ocorrer apenas quando é necessário unir duas fitas paralelamente para montar a cinta, por conta da costura de união, como no caso das cintas tipo BAG. Em termos práticos podemos afirmar que para as larguras das nossas cintas até 300mm não há tolerância. O outro detalhe é sobre a homogeneidade do lote: estas tolerâncias informadas somente serão aceitáveis se estiverem observadas em todo lote (OF). Por exemplo: você adquire 10pc de uma cinta de 20m.
    • Temos uma tolerância de aceitação do comprimento de 19,8m a 20,2m:
      • Caso seja evidenciado que uma ou mais cintas estão com 20,1m estas serão rejeitadas: nossa inspeção final não irá liberar o lote;
      • Agora se todas as 10pc estão com 20,1m o lote será devidamente liberado para expedição.