FAQ

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Amarração

  1. Como calcular a fixação da carga?
    A norma ABNT NBR 15883 - Cintas têxteis para amarração de cargas - Cálculo de tensões - especifica os requisitos mínimos para o conjunto de amarração, visando o dimensionamento correto da amarração para o transporte seguro de cargas, rodoviário, fluvial ou marítimo, ou em combinações correspondentes. Em paralelo, existem normas e resoluções CONTRAN, que também abordam as condições mínimas para o transporte de cargas específicas (bobinas, chapas, granito, toras de madeira etc). A TECNOTEXTIL LEVTEC possui em seu quadro de pessoal, profissionais capacitados a auxiliar na especificação correta da quantidade e tipo de amarração a ser usada na amarração segura de sua carga.
  2. Como destravar a cinta de amarração?
    A catraca requer um movimento relativo para soltar a tensão da cinta. A catraca deve ser tensionada até 2 1/4 giros da fita em torno do tambor. Importante: antes do afrouxamento da amarração, o usuário deve certificar-se que a carga esteja estabilizada e de que não haja perigo de cair durante o descarregamento em condição normal.
  3. Como fazer a correta amarração da carga?
    A norma ABNT NBR 15883 - Cintas têxteis para amarração de cargas - estabelece os conceitos, cálculos e planejamento, necessários a uma fixação segura da carga a ser movimentada. Em paralelo, existem normas e resoluções CONTRAN, que também abordam as condições mínimas para o transporte de cargas específicas (bobinas, chapas, granito, toras de madeira etc). A TECNOTEXTIL LEVTEC possui em seu quadro de pessoal, profissionais capacitados a auxiliar na especificação correta da quantidade e tipo de amarração a ser usada na amarração segura de sua carga. São considerados por exemplo, os ângulos de amarração, atrito existente entre carga e carroceria, dispositivos de bloqueio adicionais, altura da carga, centro de gravidade, transporte de carga viva, forças incidentes durante o percurso, situações extremas, materiais e acessórios aprovados, ensaios de comprovação de capacidade etc. O objetivo básico é minimizar as situações de perigo, passíveis de ocorrer durante o transporte de cargas (desprendimento ou deslocamento da carga com possibilidade de tombamento do veículo).
  4. Como identificar a capacidade da cinta?
    As normas nacionais que tratam da fabricação de cintas têxteis para amarração de cargas (NBR 15883) ou elevação de cargas (NBR 15637, parte 1 para cintas planas e parte 2 para cintas tubulares) estabelecem a obrigatoriedade da identificação da capacidade de carga através da etiqueta de identificação (clique e repare nos itens 1 e 5). Este deverá ser sempre o principal critério: a etiqueta de identificação, imprescindível! Verifique também este outro FAQ: A etiqueta de rotulagem foi arrancada. O que fazer? No caso das cintas de elevação, além da identificação da capacidade na etiqueta temos também o código de cores, como uma exigência da normas. Cintas com CMT a partir de 10t são identificadas todas na cor laranja. Adicionalmente temos também outro tipo de identificação: os frisos da fita, onde cada friso representa 1t. Ou seja: uma cinta com 2 frisos deve ser verde (2.000 kg), uma com 3 frisos deve ser amarela (3.000 kg) etc. A linha de produtos Tecnotextil/Levtec atende à identificação de capacidade por frisos em:
    • Cintas tubulares com CMT de até 20t;
    • Cintas planas com CMT de até 10t, exceto:
      • Cintas tipo ANEL (sem fim) de corpo duplo, triplo ou quádruplo: aplica-se somente a cintas anel corpo simples;
      • Cintas tipo SLING/FLAT (cintas com olhais) em corpo simples ou quádruplo: aplica-se somente às cintas de corpo duplo.
  5. Como saber quantas cintas são necessárias para amarrar a carga?
    A norma ABNT NBR 15883 - Cintas têxteis para amarração de cargas - estabelece a quantidade mínima a ser usada, considerando fatores críticos para a fixação. Em paralelo, existem normas e resoluções CONTRAN, que também abordam as condições mínimas para o transporte de cargas específicas (bobinas, chapas, granito, toras de madeira etc). A TECNOTEXTIL LEVTEC possui em seu quadro de pessoal, profissionais capacitados a auxiliar na especificação correta da quantidade e tipo de amarração a ser usada na amarração segura de sua carga.
  6. Quais os comprimentos disponíveis para cintas de amarração?
    A TECNOTEXTIL LEVTEC fabrica cintas sob encomenda, nos comprimentos solicitados pelos usuários (conforme necessidade de cada cliente).

Aplicação

  1. A cinta pode ser considerada um EPC?
    Não. A Portaria 3214 do MTE, não considera a cinta têxtil um Equipamento de Proteção Coletiva ou, um EPI (equipamento de Proteção Individual, com respectivo CA - Certificado de Aprovação).
  2. As cintas de amarração de cargas podem ser utilizados também na elevação de cargas?
    Não, pois são legislações diferentes. As cintas para elevação "ou" fixação, possuem características de construção completamente diferentes, com acessórios específicos para cada uso e fator de segurança próprios.
  3. As cintas são de fácil manuseio?
    Sim. Em comparação com outros produtos de movimentação, é muito simples e seguro o manuseio das cintas principalmente se comparado a outros produtos de movimentação (considerando o risco de possíveis lesões provocadas quando se manuseia cabos de aço ou correntes). Além disso, há um ganho enorme em termos de ergonomia, considerando o peso reduzido da cinta, comparado ao peso do cabo de aço ou corrente, correspondentes à mesma capacidade de carga. Os trabalhadores ficam "menos cansados" ao longo e ao final de uma jornada de trabalho.
  4. Cinta de elevação com Fator de Segurança 5:1?
    Recebemos uma pergunta muito interessante de um cliente através do formulário de contato de nosso site:

    "Consultando o catalogo Tecnotextil (Levtec) algumas cintas tem fator de segurança 5:1. Porém este fator não consta nas normas ABNT NBR 15637. Esse fator é relativo a alguma norma? Qual seria esta norma? Qual o tipo de cinta utiliza este fator?"

    Achamos interessante compartilhar com todos a resposta, abaixo: Nos primórdios da implementação das cintas têxteis para movimentação de cargas no Brasil, foi adotado o Fator de Segurança 5:1, pois não havia norma de referência; foi implementado um FS similar ao utilizado em lingas/eslingas de cabo de aço. Atualmente, este FS é referenciado pela norma ASME B30.9 (padrão americano). Porém você tem razão: o FS de 5:1 não está previsto nas normas brasileiras! Desde que a NBR 15.637 foi implementada (com base na EN 1492), o FS para cintas é de 7:1; e 4:1 para cintas com acessórios (devido ao FS menor, da parte metálica). Veja este artigo em nosso Blog para saber mais: https://www.tecnotextil.com.br/fator-de-seguranca-e-para-serve/ Particularmente, a Tecnotextil passou a ofertar produtos com FS 7:1 desde 1999 (com base na européia EN 1492); a norma brasileira foi de fato implementada apenas em 2008. E pouco tempo depois, nós retiramos da nossa linha de oferta as cintas 5:1 (além deste fator, também não seguem o padrão de cores). Você provavelmente está consultando algum catálogo antigo nosso! Nós temos os catálogos sempre atualizados em nosso site, na seção de Catálogos: https://www.tecnotextil.com.br/downloads/ Porém, vale lembrar que há casos onde podemos sim fazer um desenvolvimento específico, com este FS. Por vezes é exigência do cliente (já houve inúmeros casos) as cintas conforme a ASME B 30.9: fazemos, porém não divulgamos como "produtos de linha".
  5. Como escolher a cinta de elevação mais apropriada?
    Esta é a grande dúvida, a pergunta chave na movimentação de cargas! Sempre deve ser escolhida a cinta pelo CMTE (carga efetiva) e esta informação vai depender fundamentalmente do valor do peso (massa) da carga a ser movimentada e principalmente pela forma de uso. Este último ponto é o mais importante: quantas cintas serão utilizadas (conjunto de cintas), a forma de uso (Cesto, Direta ou Enforcado), a incidência de ângulos etc... Depois de descobrir a forma de uso, teremos noção de qual é CMTE necessário para a cinta. Mas a especificação da cinta se dá pelo seu CMT (cara nominal). Para descobrir qual o CMT (qual o modelo da cinta), temos uma excelente ferramenta em nosso site: telaAppBusca Se por exemplo você chegou à conclusão que vai precisar de uma cinta de CMTE de 6.400 kg na forma Enforcada, você deve escolher a cinta de CMT 8.000 kg. Utilizando a ferramenta você vai verificar que existem diversos modelos de cintas de 8t; escolha o que melhor te atende: telaAppBusca-Resultados Com todas opções à vista, você agora pode decidir melhor a sua opção:
    • Maior necessidade de largura, escolher a 23240Z (Anel de 240mm);
    • O ponto de içamento (gancho/dispositivo onde irá colocar a cinta) é muito antigo ou mesmo está danificado (contém rebarbas, mossas ou outras irregularidades), prefira a cinta cinta FLAT 25150K (com alça metálica) para aumentar o tempo de vida útil da cinta;
    • Operações convencionais sugerimos sempre escolher as cintas tubulares TECNO (20008T) que por ser uma cinta circular, normalmente tem maior durabilidade e maior flexibilidade no uso.
    Estando escolhida a cinta, vem a última etapa que pode ser vital para o correto manuseio da carga: a escolha de proteções, fundamental quando a carga contém cantos vivos ou superfície abrasiva. Mesmo em operações normais, o uso de proteções aumenta muito o tempo de vida útil da cinta e acaba sendo a opção mais econômica: o custo pode aumentar até 20%, mas a cinta dura 200% mais. Consulte em nossos catálogos as proteções aplicáveis para cada tipo de produto e veja também este outro FAQ, relacionado ao tema: qual o tempo de vida útil das cintas?
  6. Como eu identifico se a cinta foi fabricada pela Tecnotextil/Levtec?
    A legislação brasileira estabelece que a etiqueta de identificação da cinta deve conter nome do fabricante, símbolo, marca registrada ou outra identificação sem ambiguidade, além do código de fabricação (rastreabilidade da cinta). As cintas TECNOTEXTIL LEVEC atendem à legislação quanto a etiqueta de rotulagem e vão além, pois adicionalmente possuem uma etiqueta bordada costurada no corpo da cinta, de forma a facilitar a identificação à distância, da carga máxima de trabalho (CMT) da cinta.
  7. Há orientação para o uso das cintas?
    Sim. A TECNOTEXTIL LEVTEC desenvolveu uma Cartilha de Inspeção e Manuseio, em língua portuguesa e espanhola, com uma linguagem simples e direta, abordando os principais pontos no uso de cintas têxteis.
  8. Posso usar cintas com "nó" em seu corpo?
    Não. É proibido o uso de cintas com qualquer tipo de "nó", pois este passa a ser o ponto de maior fragilidade do conjunto. Há uma redução significativa da capacidade original da cinta, gerando um alto risco de ruptura da cinta muito abaixo da carga original projetada. Jamais utilize cinta com "nó", pois implica em risco iminente de segurança.
  9. Posso usar cintas como slack line?
    Sim. Normalmente usado com conjunto de amarração TRIK de 25 a 50 mm de largura, esticada entre dois pontos fixos a baixa altura (aproximadamente 50 a 60 cm do solo).
  10. Posso usar cintas para movimentação de Animais?
    Sim. Neste caso a NBR considera a movimentação de "carga viva".
  11. Posso usar cintas para movimentação de pessoas?
    Não. Deve-se respeitar a legislação pertinente que, basicamente, estabelece um Fator de Segurança específico para o uso no transporte de pessoas e que considera o tipo de movimentação (Ex.: elevadores de alta velocidade ou transporte de passageiros, implica em um FS = 10 a 12:1).
  12. Posso usar cintas para rebocar meu carro?
    A legislação de código de trânsito (Resolução 197 do CONTRAN) proíbe essa forma de reboque em vias dentro da cidade ou estrada, pois em caso de frenagem do veículo à frente (que está rebocando), o motorista do veículo que está sendo rebocado precisaria ter a perícia e o reflexo muito apurados, somado à condição de frenagem do veículo rebocado estar operando normalmente (atualmente, grande parte da frota opera com freio hidráulico, com acionamento a partir do funcionamento do motor do veículo). Como não se pode garantir estas premissas básicas, a legislação proibiu esse reboque sem uma barra firmemente fixada entre os dois veículos (chamada da "cambão"), tornando-os praticamente um único veículo (desde que o veículo a ser rebocado tenha condições mínimas de ser arrastado). A cinta pode ser usada em situações de atoleiro ou emergência, via de regra no "off road".
  13. Posso utilizar dois tipos diferentes de cintas na mesma operação?
    Sim, desde que seja atendida a capacidade de carga e o fator de segurança da cinta com menor CMT (carga máxima de trabalho).
  14. Qual a capacidade máxima das cintas?
    A "capacidade máxima das cintas" é o chamado CMT (Carga máxima de trabalho), e vem descriminado na etiqueta de rotulagem ("azul") da cinta. Cada modelo de cinta tem seu próprio CMT e a forma de uso adequada ao tipo de movimentação que será realizada.

Durabilidade

  1. Como escolher a cinta de elevação mais apropriada?
    Esta é a grande dúvida, a pergunta chave na movimentação de cargas! Sempre deve ser escolhida a cinta pelo CMTE (carga efetiva) e esta informação vai depender fundamentalmente do valor do peso (massa) da carga a ser movimentada e principalmente pela forma de uso. Este último ponto é o mais importante: quantas cintas serão utilizadas (conjunto de cintas), a forma de uso (Cesto, Direta ou Enforcado), a incidência de ângulos etc... Depois de descobrir a forma de uso, teremos noção de qual é CMTE necessário para a cinta. Mas a especificação da cinta se dá pelo seu CMT (cara nominal). Para descobrir qual o CMT (qual o modelo da cinta), temos uma excelente ferramenta em nosso site: telaAppBusca Se por exemplo você chegou à conclusão que vai precisar de uma cinta de CMTE de 6.400 kg na forma Enforcada, você deve escolher a cinta de CMT 8.000 kg. Utilizando a ferramenta você vai verificar que existem diversos modelos de cintas de 8t; escolha o que melhor te atende: telaAppBusca-Resultados Com todas opções à vista, você agora pode decidir melhor a sua opção:
    • Maior necessidade de largura, escolher a 23240Z (Anel de 240mm);
    • O ponto de içamento (gancho/dispositivo onde irá colocar a cinta) é muito antigo ou mesmo está danificado (contém rebarbas, mossas ou outras irregularidades), prefira a cinta cinta FLAT 25150K (com alça metálica) para aumentar o tempo de vida útil da cinta;
    • Operações convencionais sugerimos sempre escolher as cintas tubulares TECNO (20008T) que por ser uma cinta circular, normalmente tem maior durabilidade e maior flexibilidade no uso.
    Estando escolhida a cinta, vem a última etapa que pode ser vital para o correto manuseio da carga: a escolha de proteções, fundamental quando a carga contém cantos vivos ou superfície abrasiva. Mesmo em operações normais, o uso de proteções aumenta muito o tempo de vida útil da cinta e acaba sendo a opção mais econômica: o custo pode aumentar até 20%, mas a cinta dura 200% mais. Consulte em nossos catálogos as proteções aplicáveis para cada tipo de produto e veja também este outro FAQ, relacionado ao tema: qual o tempo de vida útil das cintas?
  2. Por que as cintas Levtec duram mais?
    As cintas Levtec são compostas 100% de poliéster, ou seja, não possuem misturas de outros materiais, além da compactação ser ideal e suficiente para realizar o movimento e se adaptar a cada material e modelo de cinta, não podendo ser muito rígida ou muito flexível. Outro fator é a quantidade de filamentos. A Tecnotextil utiliza uma maior quantidade de fios do que normalmente é encontrado no mercado para fazer as fitas. Nossas cintas têm em média 20% de filamentos a mais do que o normal, o que faz com que a cinta seja mais robusta e resistente. Isso sem falar no projeto e método de construção especial, exclusivo e único da Tecnotextil. Deve-se tomar muito cuidado com cintas que possuem misturas de materiais, o que é proibido pelas normas nacionais, pois quando se utilizam dois materiais diferentes, a propriedade mecânica de um pode cortar o outro. É possível encontrar no mercado fitas compostas de poliéster na parte "interna" (corpo da fita), porém tecidas (trama) com polipropileno que, apesar de ser um material mais leve, tem sua vida útil bastante reduzida, levando ao rompimento da cinta, ainda nas primeiras movimentações. Lembre-se: o barato muitas vezes acaba saindo mais caro, portanto, não se deixe enganar.
  3. Por que cinta tubular não pode ter costura lateral?
    Como diz a Norma ABNT NBR 15637-2, a capa das cintas tubulares não pode conter emendas laterais. Mas antes de esclarecer o porquê, temos que lembrar da função da capa. Ela tem o objetivo primordial de coibir a entrada de pós, cristais, areia, enfim: evitar que partículas sólidas entrem na cinta, consequentemente danificando o núcleo. capa Durante o uso, as cintas tubulares recebem um enorme esforço de carga e, ao mesmo tempo, o núcleo fica em constante contato/atrito com a capa de proteção. É por isso, inclusive, que a área interna da capa tem que ser mais lisa e homogênea que a parte externa, para facilitar o deslocamento (minimizar o atrito) com o núcleo. Podemos, assim, resumir a função da capa como sendo a de: revestir, proteger e minimizar o atrito com o núcleo de cordões, que se apresenta de maneira fechada para impedir a penetração de sujeira e partículas sólidas. É por isso então, que não pode ser feita uma cinta tubular utilizando-se de uma fita "larga", para depois a dobrar ao meio a costurando longitudinalmente, ao invés de utilizar a devida capa de proteção. Esta costura longitudinal facilitaria muito a entrada de partículas sólidas, diminuindo drasticamente o tempo de vida útil da cinta, devido ao atrito entre estas partículas, núcleo e capa; além de ser uma prática que vai contra os requisitos da norma!
  4. Qual o tempo de vida útil das cintas (planas ou tubulares)?
    A vida útil das cintas não pode ser determinada em norma pois dependerá fundamentalmente de características diferenciadas de cada uso, tais como a forma de utilização, manuseio, periodicidade e adequação do uso etc, ou seja: Forma de utilização: respeitando principalmente a característica especificada no "fator de uso" (FU); Manuseio: o cuidado que o usuário tem ao manusear o produto, não o arrastando pelo chão (abrasão), evitando choques (jogar o produto ao chão), minimizando agressão química (evitando contato com produtos químicos, principalmente os corrosivos nas partes metálicas) e armazenagem adequada (não expostas a intempéries). Periodicidade: a frequência do uso dos produtos é um ponto importante na vida útil das cintas, principalmente considerando os componentes metálicos do conjunto, mas não pode ser considerada isoladamente e dependerá de cada usuário; Adequação: o respeito às capacidades especificadas em cada tipo de cinta é um fator importantíssimo, pois muitas são especificadas no "uso declarado", no momento da compra mas, no dia a dia, os usuários acabam utilizando o produto sem o devido respeito ao declarado.

Elevação

  1. Ao trabalhar com ângulos, a carga pode escorregar?
    Sim. É necessário considerar o ângulo de trabalho da cinta em relação à carga e avaliar a probabilidade de deslizamento. O método de "forca dupla" associado ao uso de cintas em pares, é o correto para movimentação em que a o formato ou o tipo de material da carga contribui para um possível deslizamento.
  2. Cinta de elevação com Fator de Segurança 5:1?
    Recebemos uma pergunta muito interessante de um cliente através do formulário de contato de nosso site:

    "Consultando o catalogo Tecnotextil (Levtec) algumas cintas tem fator de segurança 5:1. Porém este fator não consta nas normas ABNT NBR 15637. Esse fator é relativo a alguma norma? Qual seria esta norma? Qual o tipo de cinta utiliza este fator?"

    Achamos interessante compartilhar com todos a resposta, abaixo: Nos primórdios da implementação das cintas têxteis para movimentação de cargas no Brasil, foi adotado o Fator de Segurança 5:1, pois não havia norma de referência; foi implementado um FS similar ao utilizado em lingas/eslingas de cabo de aço. Atualmente, este FS é referenciado pela norma ASME B30.9 (padrão americano). Porém você tem razão: o FS de 5:1 não está previsto nas normas brasileiras! Desde que a NBR 15.637 foi implementada (com base na EN 1492), o FS para cintas é de 7:1; e 4:1 para cintas com acessórios (devido ao FS menor, da parte metálica). Veja este artigo em nosso Blog para saber mais: https://www.tecnotextil.com.br/fator-de-seguranca-e-para-serve/ Particularmente, a Tecnotextil passou a ofertar produtos com FS 7:1 desde 1999 (com base na européia EN 1492); a norma brasileira foi de fato implementada apenas em 2008. E pouco tempo depois, nós retiramos da nossa linha de oferta as cintas 5:1 (além deste fator, também não seguem o padrão de cores). Você provavelmente está consultando algum catálogo antigo nosso! Nós temos os catálogos sempre atualizados em nosso site, na seção de Catálogos: https://www.tecnotextil.com.br/downloads/ Porém, vale lembrar que há casos onde podemos sim fazer um desenvolvimento específico, com este FS. Por vezes é exigência do cliente (já houve inúmeros casos) as cintas conforme a ASME B 30.9: fazemos, porém não divulgamos como "produtos de linha".
  3. Como escolher a cinta de elevação mais apropriada?
    Esta é a grande dúvida, a pergunta chave na movimentação de cargas! Sempre deve ser escolhida a cinta pelo CMTE (carga efetiva) e esta informação vai depender fundamentalmente do valor do peso (massa) da carga a ser movimentada e principalmente pela forma de uso. Este último ponto é o mais importante: quantas cintas serão utilizadas (conjunto de cintas), a forma de uso (Cesto, Direta ou Enforcado), a incidência de ângulos etc... Depois de descobrir a forma de uso, teremos noção de qual é CMTE necessário para a cinta. Mas a especificação da cinta se dá pelo seu CMT (cara nominal). Para descobrir qual o CMT (qual o modelo da cinta), temos uma excelente ferramenta em nosso site: telaAppBusca Se por exemplo você chegou à conclusão que vai precisar de uma cinta de CMTE de 6.400 kg na forma Enforcada, você deve escolher a cinta de CMT 8.000 kg. Utilizando a ferramenta você vai verificar que existem diversos modelos de cintas de 8t; escolha o que melhor te atende: telaAppBusca-Resultados Com todas opções à vista, você agora pode decidir melhor a sua opção:
    • Maior necessidade de largura, escolher a 23240Z (Anel de 240mm);
    • O ponto de içamento (gancho/dispositivo onde irá colocar a cinta) é muito antigo ou mesmo está danificado (contém rebarbas, mossas ou outras irregularidades), prefira a cinta cinta FLAT 25150K (com alça metálica) para aumentar o tempo de vida útil da cinta;
    • Operações convencionais sugerimos sempre escolher as cintas tubulares TECNO (20008T) que por ser uma cinta circular, normalmente tem maior durabilidade e maior flexibilidade no uso.
    Estando escolhida a cinta, vem a última etapa que pode ser vital para o correto manuseio da carga: a escolha de proteções, fundamental quando a carga contém cantos vivos ou superfície abrasiva. Mesmo em operações normais, o uso de proteções aumenta muito o tempo de vida útil da cinta e acaba sendo a opção mais econômica: o custo pode aumentar até 20%, mas a cinta dura 200% mais. Consulte em nossos catálogos as proteções aplicáveis para cada tipo de produto e veja também este outro FAQ, relacionado ao tema: qual o tempo de vida útil das cintas?
  4. Como identificar a capacidade da cinta?
    As normas nacionais que tratam da fabricação de cintas têxteis para amarração de cargas (NBR 15883) ou elevação de cargas (NBR 15637, parte 1 para cintas planas e parte 2 para cintas tubulares) estabelecem a obrigatoriedade da identificação da capacidade de carga através da etiqueta de identificação (clique e repare nos itens 1 e 5). Este deverá ser sempre o principal critério: a etiqueta de identificação, imprescindível! Verifique também este outro FAQ: A etiqueta de rotulagem foi arrancada. O que fazer? No caso das cintas de elevação, além da identificação da capacidade na etiqueta temos também o código de cores, como uma exigência da normas. Cintas com CMT a partir de 10t são identificadas todas na cor laranja. Adicionalmente temos também outro tipo de identificação: os frisos da fita, onde cada friso representa 1t. Ou seja: uma cinta com 2 frisos deve ser verde (2.000 kg), uma com 3 frisos deve ser amarela (3.000 kg) etc. A linha de produtos Tecnotextil/Levtec atende à identificação de capacidade por frisos em:
    • Cintas tubulares com CMT de até 20t;
    • Cintas planas com CMT de até 10t, exceto:
      • Cintas tipo ANEL (sem fim) de corpo duplo, triplo ou quádruplo: aplica-se somente a cintas anel corpo simples;
      • Cintas tipo SLING/FLAT (cintas com olhais) em corpo simples ou quádruplo: aplica-se somente às cintas de corpo duplo.
  5. O tamanho da cinta influencia a capacidade de carga?
    Apenas na capacidade efetiva (ver CMT x CMTE), no uso de cintas com comprimentos distintos, haverá uma distribuição de forças desiguais. Veja mais em Centro de Gravidade Deslocado. Porém, no processo de fabricação de cintas o "comprimento" é uma característica não relacionada à capacidade da cinta, na sua construção ou projeto. O que importa para a capacidade da cinta é o tipo de matéria-prima utilizada, associada ao processo de fabricação. A carga alcançada pode não necessariamente ser maior, com um número maior de fios no corpo da cinta, se estes fios não forem de qualidade excelente. A única limitação é o comprimento mínimo da cinta, especialmente em cintas planas. Mas a composição é linear e independente da cinta ter dois ou vinte metros, a mesma CMR é alcançada.
  6. Por que cinta tubular não pode ter costura lateral?
    Como diz a Norma ABNT NBR 15637-2, a capa das cintas tubulares não pode conter emendas laterais. Mas antes de esclarecer o porquê, temos que lembrar da função da capa. Ela tem o objetivo primordial de coibir a entrada de pós, cristais, areia, enfim: evitar que partículas sólidas entrem na cinta, consequentemente danificando o núcleo. capa Durante o uso, as cintas tubulares recebem um enorme esforço de carga e, ao mesmo tempo, o núcleo fica em constante contato/atrito com a capa de proteção. É por isso, inclusive, que a área interna da capa tem que ser mais lisa e homogênea que a parte externa, para facilitar o deslocamento (minimizar o atrito) com o núcleo. Podemos, assim, resumir a função da capa como sendo a de: revestir, proteger e minimizar o atrito com o núcleo de cordões, que se apresenta de maneira fechada para impedir a penetração de sujeira e partículas sólidas. É por isso então, que não pode ser feita uma cinta tubular utilizando-se de uma fita "larga", para depois a dobrar ao meio a costurando longitudinalmente, ao invés de utilizar a devida capa de proteção. Esta costura longitudinal facilitaria muito a entrada de partículas sólidas, diminuindo drasticamente o tempo de vida útil da cinta, devido ao atrito entre estas partículas, núcleo e capa; além de ser uma prática que vai contra os requisitos da norma!
  7. Quais os comprimentos disponíveis para cintas de elevação?
    A TECNOTEXTIL LEVTEC fabrica cintas sob encomenda, nos comprimentos solicitados pelos usuários (conforme necessidade de cada cliente).
  8. Ventos podem atrapalhar o içamento de cargas?
    Sim, dependendo de características do equipamento de guindar, formato da carga, altura de içamento etc. É necessário verificar a velocidade do vento (por exemplo, consultando uma Base Aérea via telefone) no momento da movimentação. Quando a percepção indicar uma condição anormal para maior, da velocidade do vento, deve-se comparar a condição climática com as recomendações de segurança específicas (SESMT). Cada caso é um caso, não sendo possível estipular um critério único (ex.: é proibido o trabalho de içamento com GRUA, quando os ventos atingirem 72 km/h).

Inspeção

  1. A cinta pode ser consertada?
    Sim. Porém, apenas pelo próprio fabricante (conforme legislação brasileira), a partir de uma avaliação técnica (visual e/ou instrumental).
  2. Como se procede a recertificação de cintas têxteis?
    No mercado de cabos de aço ficou muito comum esta questão de fazer um ensaio com o dobro de carga (2 x CMT) para posteriormente emitir um documento que "re-certifica" o material. Para cintas têxteis, esta prática não é correta! O que temos de regulamentação para as cintas são as normas técnicas: O que os regulamentos falam a respeito do assunto é justamente sobre o processo de inspeção e descarte das cintas. Temos muito material a respeito aqui em nosso site; segue um link para a busca do termo "inspeção": https://www.tecnotextil.com.br/?s=inspeção Este assunto remete a outras duas dúvidas que já nos foram colocadas e respondidas no FAQ: Portanto, este processo de "recertificação com teste de dobro de carga" não existe em cintas! Não podemos fazer um ensaio de dobro de carga, pois as normas exigem que jamais se exceda o limite de carga das cintas O que pode ser feito no entanto (bem comum) é enviar as cintas para análise pelo Fabricante. Nós emitimos laudos atestando que a cinta está conforme ou não conforme (algo como uma inspeção mais detalhada), mas o certificado da cinta continua sendo o mesmo.
  3. Quais os critérios de inspeção de cintas sintéticas?
    Verificar a existência de cortes, danos às bordas, desfiamentos na costura ou olhais, ataques químicos, fricção ou fusão das fibras, acessórios desgastados ou deformados etc.
  4. Qual a periodicidade de inspeções nas cintas?
    Existem 2 tipos básicos de inspeção: antes de cada uso e, periódica. A inspeção antes de cada uso é fundamental para garantir que a cinta mantém-se em suas condições originais, sem cortes. A inspeção periódica tem uma frequência definida pelo "SESMT" da empresa ou "Responsável Qualificado" (conforme definido pela norma brasileira) da equipe usuária de cintas, devendo ser uma inspeção mais aprofundada, com registro formal de sua ocorrência (conforme definido na Portaria 3214 - MTE - NR 11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais) e realizada pelo Responsável Qualificado.
  5. Qual é a hora certa de descartar o produto?
    O descarte deve ser obrigatório no caso de corte na cinta. Obs.: se a cinta contiver acessório metálico (ferragem tipo gancho, anelão etc), e este apresentar deformação, a cinta deve ser retirada de uso e enviada ao fabricante para avaliar a necessidade e possibilidade de substituição da ferragem, mantendo a parte têxtil da cinta.

Manuseio

  1. A etiqueta de rotulagem foi arrancada. O que fazer?
    Enviar a cinta ao fabricante para avaliar a possibilidade de uma nova identificação, mantendo a rastreabilidade. A legislação brasileira proíbe o uso de cinta sem a etiqueta de rastreabilidade.
  2. Quais os EPIs obrigatórios no uso de cintas?
    Cada caso é um caso e deve ser previamente avaliado pelo SESMT ou profissional responsável pela segurança e integridade pessoal dos envolvidos na movimentação. De maneira geral as cintas não oferecem riscos no manuseio sem EPI. Adicionalmente deve-se seguir conceitos básicos de segurança pessoal, tais como manter as mãos e outras partes do corpo longe da cinta, para evitar lesão quando a carga for elevada.
  3. Quais os motivos mais comuns que originam acidentes na movimentação de cargas?
    A falta de informações e conhecimento dos usuários é o fator principal. Mas há uma infinidade de possíveis causas que originaram acidentes durante uma movimentação de cargas. As mais comuns podem ser:
    • especificação incorreta da cinta
    • dimensionamento do equipamento de guindar
    • ângulo impróprio de movimentação do equipamento de guindar
    • definição incorreta do centro de gravidade da carga
    • abrasão, cortes ou perfurações na cinta
    • instabilidade na movimentação decorrente de condições climáticas desfavoráveis ou inabilidade do operador do equipamento de guindar
    • especificação incorreta de manilhas auxiliares à movimentação
    • uso da cinta em angulação maior que 60°
    • deslizamento da carga durante a movimentação na forma "enforcado", a partir de um balanço e não previsão da adequada capacidade de "agarramento" entre cinta e carga
    • não utilização de cabo guia em longos percursos
    • rotação acidental da carga ou colisão com outros objetos
    • comando intermitente de içamento ou arriamento (provocando trancos que aumentam o esforço da cinta)
    • arraste da cinta no chão ou superfície áspera e sob a carga
  4. Qual o método mais adequado para se armazenar a cinta?
    A cinta têxtil não requer cuidados específicos ou fundamentais para uma armazenagem segura. Caso já exista condições de mantê-la em local limpo e seco, temperatura ambiente e sem exposição solar, teremos as condições ideais de armazenamento.

Manutenção

  1. Como limpar/lavar as cintas?
    A indicação de lavagem de uma cinta é feita com o objetivo de retirar principalmente óleo e graxa impregnados em "excesso", pois o acúmulo de sujeira traz uma série de complicações no uso das cintas, tais como:
    • Inspeção prejudicada: a sujeira pode esconder possíveis cortes ou desgastes por abrasão, não identificáveis;
    • Abrasão: pela retenção de partículas sólidas (cristais de poeira) que podem inclusive atuar como agente de corte interno;
    • Manuseio prejudicado: por implicar em contaminação da pele do usuário ou da peça a ser movimentada.
    Para o processo de lavagem das cintas, o mais indicado é a limpeza manual da cinta com uso de sabão neutro. Porém alguns cuidados devem ser tomados:
    • A lavagem não precisa buscar a retirada de manchas no corpo da cinta, pois estas não implicam em perda de eficiência do produto ou prejuízo na inspeção visual (que deve ser realizada antes de cada operação);
    • A lavagem não pode agredir ou inviabilizar a identificação das informações da etiqueta de identificação (azul), que devem ser preservadas durante o processo de limpeza. Pela mesma razão não se deve colocar as cintas em máquinas de lavar.
    As normas técnicas (NBR 15637 para elevação, NBR 15883 para amarração) proíbem a utilização de cintas sem etiqueta de identificação pois a falta de informações visíveis pode gerar riscos de segurança. protegendoetiqueta
  2. Posso pintar as cintas, para identificação?
    Por vezes, são varias equipes que utilizam cintas muito parecidas, ou até mesmo idênticas. Uma das possibilidades para resolver o problema de identificação seria pintar um pedaço da cinta com a cor da "equipe" ou setor. Então, vamos às orientações; você pode pintar sim as cintas, desde que:
    • Aplicando em um pequeno pedaço apenas, para não prejudicar a identificação da CMT pela cor da cinta;
    • Utilizando tintas à base de água ou mesmo uma tinta serigráfica vinílica.
    Importante: jamais utilize tintas à base de solventes, pois estas sim podem prejudicar as características e resistência das fibras.

Rastreabilidade

  1. A Tecnotextil fornece certificado de conteúdo local?
    Em todos itens das NFs de produtos de nossa fabricação (cintas têxteis para elevação ou amarração de cargas), atendemos à Resolução do Senado Federal nº 13/2012 que dispõe sobre a necessidade de informarmos o conteúdo de valor importado agregado nos itens da NF. Tecnicamente os produtos da Tecnotextil consideram-se como "nacionais" pois não atingem o limite de 40%. Porém todo mercado pode consultar e verificar (autenticar) no site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo no link abaixo:

    https://www.fazenda.sp.gov.br/CCIWEB/Account/Login.aspx

    Pode ser feita uma consulta pública (sem necessidade de login), apenas informando os números FCI. No exemplo da cinta 22090Z acima, temos dois códigos: o primeiro refere-se ao custo de fabricação do "primeiro metro" (custo fixo) e o segundo se refere à fabricação do "metro adicional" (custo variável). Consultando o primeiro metro (54F9B512-19AE-4AC6-BFAA-165CC76C8332), onde inclusive deve ser digitado para consulta com os traços "-" e diferenciando maiúsculas, teremos:   ​Portanto, a Tecnotextil não emite um documento de "certificado de conteúdo local" em específico: TODOS seus produtos (de fabricação) são certificados conforme rastreabilidade informada no descritivo, como exemplificado acima com a cinta 22090Z.
  2. Como é composto o Book de Inspeção da cinta de movimentação?
    Trata-se de um conjunto de registros, que demonstram ensaios de aprovação, controle de rastreabilidade, legislação aplicável ao processo, conformidade entre o produto solicitado e o produto ofertado e produzido, comunicações prévias de inconsistências identificadas na solicitação e posterior aceitação das correções propostas, com base em adequação às necessidades do cliente.
  3. Como identificar o lote da cinta?
    As cintas TECNOTEXTIL LEVTEC são rastreáveis a partir da identificação "OF Nº", existente na etiqueta azul. Mesmo se a etiqueta azul tiver sido arrancada da cinta, o cliente pode nos enviar a cinta que a partir de uma identificação interna não acessível ao usuário, a cinta pode ser rastreada e novamente identificada.
  4. Existe rastreabilidade do produto na Nota Fiscal?
    A NFe TECNOTEXTIL LEVTEC possui a identificação "Nº da OF", base de toda rastreabilidade dos nossos produtos.
  5. O Certificado de Qualidade dos produtos, atesta o quê?
    O Certificado da Qualidade traz as informações básicas de especificação, documental legal, utilização e alguns cuidados no uso das cintas, proporcionando segurança e rastreabilidade comprovadas.
  6. Por que a data no certificado é uma e na etiqueta é outra?
    A data constante no certificado de qualidade é a data do "Documento de Origem", ou seja: a data da emissão da Nota Fiscal. Desta maneira, a data de fabricação do produto (data que é informada na etiqueta) será, via de regra, diferente da data da emissão da NF (normalmente 5 dias úteis, nosso prazo de entrega mais comum). Lembrando que estas datas não implicam em tempo de validade, pois o uso das cintas é o que determina sua duração.
  7. Por que as manilhas que a Tecnotextil oferta são conforme ASME B30.26?
    A norma nacional ABNT NBR 13545:2012 estabelece uma série de requisitos excelentes como ensaios de tipo, propriedades mecânicas, requisitos de resistência à fadiga, ruptura etc., ou seja: requisitos de desempenho (excelente!). Ela também estabelece requisitos de informações que devem ser marcadas na peça (em acessórios, não temos uma etiqueta como nas cintas), bem como do certificado (Declaração do Fabricante), ou seja: requisitos de rastreabilidade (excelente!). As manilhas de fabricação Juli Sling Co. Ltd atendem plenamente a todas estas exigências: são estas manilhas que nós comercializamos. E toda nossa documentação acompanhante também fornece toda esta rastreabilidade. Porém a NBR 13545 nos seus itens 4.1 e 4.2, respectivamente nas Tabelas 1 e 2 determina medidas específicas para cada modelo de manilha. Estas medidas, na maioria dos modelos de manilhas disponíveis no mercado (não somente no Brasil), não são atendidas: cada fabricante desenvolveu o seu projeto. E esta NBR 13545 também restringe capacidades! Por exemplo: nossa manilha de capacidade de 1.500t jamais atenderá a esta norma, pois ela restringe manilhas curvas em no máximo 320t. Isto se trata de um grave desvio na elaboração desta norma nacional, que vai contra as diretrizes da ABNT NBR ISO/IEC 17007:2014 - Avaliação da conformidade - Orientações para redação de documentos normativos adequados ao uso na avaliação da conformidade. A ISO 17007 deixa claro no seu item 5.2.3: "convém que os documentos normativos para objetos de avaliação da conformidade se concentrem somente nos critérios ou características de desempenho do objeto". Por desempenho aqui pode se entender (como em diversas outras normas de acessórios, cintas e correntes para movimentação de cargas) a determinação do fator de segurança, por exemplo. Ainda no assunto das medidas, trata-se de uma restrição de tecnologia: se um fabricante consegue fazer "mais com menos", por exemplo (medidas menores que a norma determinou) ele será prejudicado pela norma. Neste ponto a ISO 17007 também esclarece, no seu item 5.2.6: "Convém que os requisitos especificados sejam escritos de tal forma que facilitem o desenvolvimento da tecnologia. Em geral isto é alcançado: - especificando os requisitos em termos de desempenho, em vez das características de projeto ou descritivas; - especificando os requisitos relativos ao objeto e não ao processo de produção para o objeto". É por isto, então, que ofertamos ao mercado as nossas manilhas conforme ASME B30.26. Mas isto não quer dizer que todas manilhas não atendem as medidas da NBR 13545: é necessário estudar cada modelo de manilha, algumas podem ter as mesmas medidas das Tabelas 1 e 2 já citadas, outras não.
  8. Se eu adquiri a cinta um distribuidor, preciso guardar uma cópia da Nota Fiscal?
    Conforme a Portaria 3214 - MTE - NR 11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais - todo material usado na movimentação de cargas, incluindo as cintas têxteis, deve ser adquirido com Nota Fiscal, que deverá permanecer disponível e facilmente resgatada em caso de solicitação de fiscalização e durante toda a vida útil da cinta.

Segurança

  1. A capacidade marcada na cinta é a carga de ruptura?
    Não. A "carga" marcada na etiqueta refere-se à Carga Máxima de Trabalho (CMT) da cinta, que deve ser associada à forma de utilização. Trata-se do que a norma chama de Fator de Uso (FU), pois poderá ter essa capacidade de carga reduzida, mantida ou ampliada, dependendo da forma de como a cinta for fixada à carga. Veja mais em matéria específica de nosso Blog.
  2. Cinta de elevação com Fator de Segurança 5:1?
    Recebemos uma pergunta muito interessante de um cliente através do formulário de contato de nosso site:

    "Consultando o catalogo Tecnotextil (Levtec) algumas cintas tem fator de segurança 5:1. Porém este fator não consta nas normas ABNT NBR 15637. Esse fator é relativo a alguma norma? Qual seria esta norma? Qual o tipo de cinta utiliza este fator?"

    Achamos interessante compartilhar com todos a resposta, abaixo: Nos primórdios da implementação das cintas têxteis para movimentação de cargas no Brasil, foi adotado o Fator de Segurança 5:1, pois não havia norma de referência; foi implementado um FS similar ao utilizado em lingas/eslingas de cabo de aço. Atualmente, este FS é referenciado pela norma ASME B30.9 (padrão americano). Porém você tem razão: o FS de 5:1 não está previsto nas normas brasileiras! Desde que a NBR 15.637 foi implementada (com base na EN 1492), o FS para cintas é de 7:1; e 4:1 para cintas com acessórios (devido ao FS menor, da parte metálica). Veja este artigo em nosso Blog para saber mais: https://www.tecnotextil.com.br/fator-de-seguranca-e-para-serve/ Particularmente, a Tecnotextil passou a ofertar produtos com FS 7:1 desde 1999 (com base na européia EN 1492); a norma brasileira foi de fato implementada apenas em 2008. E pouco tempo depois, nós retiramos da nossa linha de oferta as cintas 5:1 (além deste fator, também não seguem o padrão de cores). Você provavelmente está consultando algum catálogo antigo nosso! Nós temos os catálogos sempre atualizados em nosso site, na seção de Catálogos: https://www.tecnotextil.com.br/downloads/ Porém, vale lembrar que há casos onde podemos sim fazer um desenvolvimento específico, com este FS. Por vezes é exigência do cliente (já houve inúmeros casos) as cintas conforme a ASME B 30.9: fazemos, porém não divulgamos como "produtos de linha".
  3. Como escolher a cinta de elevação mais apropriada?
    Esta é a grande dúvida, a pergunta chave na movimentação de cargas! Sempre deve ser escolhida a cinta pelo CMTE (carga efetiva) e esta informação vai depender fundamentalmente do valor do peso (massa) da carga a ser movimentada e principalmente pela forma de uso. Este último ponto é o mais importante: quantas cintas serão utilizadas (conjunto de cintas), a forma de uso (Cesto, Direta ou Enforcado), a incidência de ângulos etc... Depois de descobrir a forma de uso, teremos noção de qual é CMTE necessário para a cinta. Mas a especificação da cinta se dá pelo seu CMT (cara nominal). Para descobrir qual o CMT (qual o modelo da cinta), temos uma excelente ferramenta em nosso site: telaAppBusca Se por exemplo você chegou à conclusão que vai precisar de uma cinta de CMTE de 6.400 kg na forma Enforcada, você deve escolher a cinta de CMT 8.000 kg. Utilizando a ferramenta você vai verificar que existem diversos modelos de cintas de 8t; escolha o que melhor te atende: telaAppBusca-Resultados Com todas opções à vista, você agora pode decidir melhor a sua opção:
    • Maior necessidade de largura, escolher a 23240Z (Anel de 240mm);
    • O ponto de içamento (gancho/dispositivo onde irá colocar a cinta) é muito antigo ou mesmo está danificado (contém rebarbas, mossas ou outras irregularidades), prefira a cinta cinta FLAT 25150K (com alça metálica) para aumentar o tempo de vida útil da cinta;
    • Operações convencionais sugerimos sempre escolher as cintas tubulares TECNO (20008T) que por ser uma cinta circular, normalmente tem maior durabilidade e maior flexibilidade no uso.
    Estando escolhida a cinta, vem a última etapa que pode ser vital para o correto manuseio da carga: a escolha de proteções, fundamental quando a carga contém cantos vivos ou superfície abrasiva. Mesmo em operações normais, o uso de proteções aumenta muito o tempo de vida útil da cinta e acaba sendo a opção mais econômica: o custo pode aumentar até 20%, mas a cinta dura 200% mais. Consulte em nossos catálogos as proteções aplicáveis para cada tipo de produto e veja também este outro FAQ, relacionado ao tema: qual o tempo de vida útil das cintas?
  4. Como identificar a capacidade da cinta?
    As normas nacionais que tratam da fabricação de cintas têxteis para amarração de cargas (NBR 15883) ou elevação de cargas (NBR 15637, parte 1 para cintas planas e parte 2 para cintas tubulares) estabelecem a obrigatoriedade da identificação da capacidade de carga através da etiqueta de identificação (clique e repare nos itens 1 e 5). Este deverá ser sempre o principal critério: a etiqueta de identificação, imprescindível! Verifique também este outro FAQ: A etiqueta de rotulagem foi arrancada. O que fazer? No caso das cintas de elevação, além da identificação da capacidade na etiqueta temos também o código de cores, como uma exigência da normas. Cintas com CMT a partir de 10t são identificadas todas na cor laranja. Adicionalmente temos também outro tipo de identificação: os frisos da fita, onde cada friso representa 1t. Ou seja: uma cinta com 2 frisos deve ser verde (2.000 kg), uma com 3 frisos deve ser amarela (3.000 kg) etc. A linha de produtos Tecnotextil/Levtec atende à identificação de capacidade por frisos em:
    • Cintas tubulares com CMT de até 20t;
    • Cintas planas com CMT de até 10t, exceto:
      • Cintas tipo ANEL (sem fim) de corpo duplo, triplo ou quádruplo: aplica-se somente a cintas anel corpo simples;
      • Cintas tipo SLING/FLAT (cintas com olhais) em corpo simples ou quádruplo: aplica-se somente às cintas de corpo duplo.
  5. Existem regulamentos para movimentação de cargas com cintas?
    Sim. Normas ABNT - Associação Brasileira de Norma Técnicas; Portaria 3214 - MTE - NR 11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais; Resoluções do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito.
  6. O que é fator de segurança?
  7. O que fazer em caso de um acidente durante a movimentação?
    Uma vez que é impossível relacionar 100% das possíveis causas de acidentes, é fundamental realizar um planejamento adequado e criterioso, considerando os prováveis efeitos de um acidente, ao realizar determinada movimentação de carga. Neste caso as ações preventivas incorporadas ao plano de movimentação da carga devem bloquear todos os prováveis efeitos de um acidente, analisados no planejamento. As ações podem ser mitigadoras ou corretivas, no acidentado, no equipamento e/ou no meio ambiente. O SESMT da empresa (quando existir) deve ser envolvido no planejamento e execução da movimentação, bem como possíveis prestadores de serviços (particulares ou públicos) nas áreas de primeiros socorres, prevenção e combate a incêndios e agressões ao meio ambiente. A TECNOTEXTIL LEVTEC possui técnicos especializados em grandes movimentações de carga, que podem ser previamente agendados para acompanhamento, como parte de nossos serviços pós venda.
  8. Por que cinta tubular não pode ter costura lateral?
    Como diz a Norma ABNT NBR 15637-2, a capa das cintas tubulares não pode conter emendas laterais. Mas antes de esclarecer o porquê, temos que lembrar da função da capa. Ela tem o objetivo primordial de coibir a entrada de pós, cristais, areia, enfim: evitar que partículas sólidas entrem na cinta, consequentemente danificando o núcleo. capa Durante o uso, as cintas tubulares recebem um enorme esforço de carga e, ao mesmo tempo, o núcleo fica em constante contato/atrito com a capa de proteção. É por isso, inclusive, que a área interna da capa tem que ser mais lisa e homogênea que a parte externa, para facilitar o deslocamento (minimizar o atrito) com o núcleo. Podemos, assim, resumir a função da capa como sendo a de: revestir, proteger e minimizar o atrito com o núcleo de cordões, que se apresenta de maneira fechada para impedir a penetração de sujeira e partículas sólidas. É por isso então, que não pode ser feita uma cinta tubular utilizando-se de uma fita "larga", para depois a dobrar ao meio a costurando longitudinalmente, ao invés de utilizar a devida capa de proteção. Esta costura longitudinal facilitaria muito a entrada de partículas sólidas, diminuindo drasticamente o tempo de vida útil da cinta, devido ao atrito entre estas partículas, núcleo e capa; além de ser uma prática que vai contra os requisitos da norma!
  9. Posso utilizar cintas não conforme NBR?
    A ABNT recebeu do CONMETRO a responsabilidade pela elaboração da legislação técnica nacional (Resolução 07/92). O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), indica que sejam seguidas as Normas da ABNT. A ABNT é citada na Lei de Licitações (Lei 8666/93). Os legisladores usam as normas ABNT para alicerçar seus pareceres em processos Civil (CLT –Artigo 186), Criminal (diversas leis), Previdenciário (Lei 8213/91) e Ambiental (Lei 9605/98). A Portaria 3214, do MTE, define na Norma Regulamentadora 12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS: Princípios Gerais: “Observar o disposto nas demais NR's, Normas Técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.” A Portaria 3214 não abre opção de uso de qualquer produto que não atenda uma norma. Ou seja, o juiz que vai julgar um processo, usará normas da ABNT ou, usará uma norma internacional se, e somente se, não houver norma nacional sobre o assunto (como no caso da matéria prima aramida). Todos os profissionais no exercício de suas funções (técnicas e/ou de gestão) correm o risco involuntário de se envolver em um sinistro ou passar por uma fiscalização. Todos nós, profissionais, não podemos ter dúvidas se devemos seguir ou não as legislações incidentes, sendo neste caso específico de cintas têxteis, as Normas da ABNT ou Norma internacional no caso da matéria prima aramida. Também destaco que não devemos correr o risco de sermos julgados (se houver um sinistro ou fiscalização) e estarmos usando uma cinta importada, produzida conforme normas do país de origem (ex.: Norma EN 12195, EN 14092). As cintas fabricadas em outros países não atendem integralmente as Normas da ABNT, pois são produzidas conforme normas de seu país de origem, e só poderão ser usadas no Brasil se forem confeccionadas com matérias primas diferentes de poliéster, poliamida ou polipropileno (matérias primas previstas nas NBR's).
  10. Quais as regras de segurança durante a movimentação?
    A movimentação de materiais implica em uma análise prévia rigorosa, com foco nos riscos associados e intrínsecos ao processo (atividades referentes à pré-operação, operação e manutenção relacionadas à inspeção, utilização, manuseio e condução de equipamentos móveis). Deve-se basicamente considerar itens como:
    • Conceitos gerais de movimentação de carga
    • Tipos de equipamento
    • Riscos por equipamento
    • Tipos de movimentação
    • Tipos de controle por risco
    • Conceitos e práticas sobre equipamentos de segurança
    • Tipos de equipamento de segurança
    • EPI - Equipamento de proteção individual
    • EPC - Equipamento de proteção coletiva
    • Conhecimento adequado do funcionamento de equipamentos de segurança
    • Inspeção dos equipamentos e itens de segurança
    • "Check list" de pré-operação
    • Tipos de acessório e suas inspeções
    • Regras de guindar, movimentar e transportar de acordo com o equipamento
    • Regras de condução, circulação e sinalização (vertical e/ou horizontal) do local
    • Medidas de controle
    • Tipos de veículos utilizados
    • Riscos associados e seus controles
    • Conhecimentos gerais sobre o Plano de Rigging (finalidade, informações geradas etc)
    • Responsabilidades para a liberação
    • Permissão para realização da atividade
    • Prevenção de Acidentes
    • Primeiros Socorros
  11. Qual o limite de uso do fator de segurança?
    O Fator de Segurança jamais deve ser levado em consideração na utilização de uma cinta. Ele existe para ensaios laboratoriais de comprovação ou de legislação. A cinta durante o uso normal dentro do CMTE já acaba "invadindo" o FS durante a movimentação, condição considerada normal. Veja mais em matéria específica de nosso Blog.
  12. Quando eu sei que estou trabalhando no limite de capacidade da cinta?
    Na seleção e especificação de cintas, deve-se definir corretamente à carga máxima de trabalho exigida, levando-se em conta o modo de uso e a natureza da carga a ser içada. As dimensões, forma e peso (kgf) da carga, método de uso pretendido, a área de trabalho e a natureza da carga são todos fatores que afetam a seleção correta. A cinta selecionada deve suportar à carga, ser suficientemente forte e ter o comprimento correto para o modo de uso. Caso mais de uma cinta seja usada para elevar uma carga, todas devem ser do mesmo material e capacidade. O material do qual a cinta é manufaturada não deve ser afetado negativamente pelo ambiente de trabalho ou pela carga. Deve-se também considerar que os acessórios auxiliares (proteções, ferragens etc) e os dispositivos de elevação, devem ser compatíveis com a(s) cinta(s). Os terminais das cintas podem ser olhais flexíveis ou acessórios metálicos escolhidos em função da adequação ao acoplamento com a máquina de levantamento de carga. Ao se utilizarem cintas com olhais flexíveis, o comprimento mínimo do olhal para uma cinta a ser usada com gancho, deve ser no mínimo 3,5 vezes a espessura máxima do gancho em contato com a cinta e em qualquer circunstância o ângulo interno formado no olhal da cinta não pode ser superior a 20°.

Técnica

  1. A capacidade marcada na cinta é a carga de ruptura?
    Não. A "carga" marcada na etiqueta refere-se à Carga Máxima de Trabalho (CMT) da cinta, que deve ser associada à forma de utilização. Trata-se do que a norma chama de Fator de Uso (FU), pois poderá ter essa capacidade de carga reduzida, mantida ou ampliada, dependendo da forma de como a cinta for fixada à carga. Veja mais em matéria específica de nosso Blog.
  2. A Tecnotextil fornece certificado de conteúdo local?
    Em todos itens das NFs de produtos de nossa fabricação (cintas têxteis para elevação ou amarração de cargas), atendemos à Resolução do Senado Federal nº 13/2012 que dispõe sobre a necessidade de informarmos o conteúdo de valor importado agregado nos itens da NF. Tecnicamente os produtos da Tecnotextil consideram-se como "nacionais" pois não atingem o limite de 40%. Porém todo mercado pode consultar e verificar (autenticar) no site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo no link abaixo:

    https://www.fazenda.sp.gov.br/CCIWEB/Account/Login.aspx

    Pode ser feita uma consulta pública (sem necessidade de login), apenas informando os números FCI. No exemplo da cinta 22090Z acima, temos dois códigos: o primeiro refere-se ao custo de fabricação do "primeiro metro" (custo fixo) e o segundo se refere à fabricação do "metro adicional" (custo variável). Consultando o primeiro metro (54F9B512-19AE-4AC6-BFAA-165CC76C8332), onde inclusive deve ser digitado para consulta com os traços "-" e diferenciando maiúsculas, teremos:   ​Portanto, a Tecnotextil não emite um documento de "certificado de conteúdo local" em específico: TODOS seus produtos (de fabricação) são certificados conforme rastreabilidade informada no descritivo, como exemplificado acima com a cinta 22090Z.
  3. As cintas precisam de ART?
    As cintas para elevação ou amarração de cargas não precisam de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Todas exigências para o produto estão formalizadas nas normas técnicas e, claro, na NR 11 que determina requisitos básicos para qualquer tipo de equipamento para movimentação de carga (nome do fabricante, registro e armazenamento de NF, certificados etc.). Falando em movimentação de cargas, o ART deve ser exigido para o Plano de Rigging: planejamento de engenharia, que envolve uma série de cálculos em torno da movimentação que estaria sendo conduzida.
  4. Como escolher a cinta de elevação mais apropriada?
    Esta é a grande dúvida, a pergunta chave na movimentação de cargas! Sempre deve ser escolhida a cinta pelo CMTE (carga efetiva) e esta informação vai depender fundamentalmente do valor do peso (massa) da carga a ser movimentada e principalmente pela forma de uso. Este último ponto é o mais importante: quantas cintas serão utilizadas (conjunto de cintas), a forma de uso (Cesto, Direta ou Enforcado), a incidência de ângulos etc... Depois de descobrir a forma de uso, teremos noção de qual é CMTE necessário para a cinta. Mas a especificação da cinta se dá pelo seu CMT (cara nominal). Para descobrir qual o CMT (qual o modelo da cinta), temos uma excelente ferramenta em nosso site: telaAppBusca Se por exemplo você chegou à conclusão que vai precisar de uma cinta de CMTE de 6.400 kg na forma Enforcada, você deve escolher a cinta de CMT 8.000 kg. Utilizando a ferramenta você vai verificar que existem diversos modelos de cintas de 8t; escolha o que melhor te atende: telaAppBusca-Resultados Com todas opções à vista, você agora pode decidir melhor a sua opção:
    • Maior necessidade de largura, escolher a 23240Z (Anel de 240mm);
    • O ponto de içamento (gancho/dispositivo onde irá colocar a cinta) é muito antigo ou mesmo está danificado (contém rebarbas, mossas ou outras irregularidades), prefira a cinta cinta FLAT 25150K (com alça metálica) para aumentar o tempo de vida útil da cinta;
    • Operações convencionais sugerimos sempre escolher as cintas tubulares TECNO (20008T) que por ser uma cinta circular, normalmente tem maior durabilidade e maior flexibilidade no uso.
    Estando escolhida a cinta, vem a última etapa que pode ser vital para o correto manuseio da carga: a escolha de proteções, fundamental quando a carga contém cantos vivos ou superfície abrasiva. Mesmo em operações normais, o uso de proteções aumenta muito o tempo de vida útil da cinta e acaba sendo a opção mais econômica: o custo pode aumentar até 20%, mas a cinta dura 200% mais. Consulte em nossos catálogos as proteções aplicáveis para cada tipo de produto e veja também este outro FAQ, relacionado ao tema: qual o tempo de vida útil das cintas?
  5. Existem regulamentos para movimentação de cargas com cintas?
    Sim. Normas ABNT - Associação Brasileira de Norma Técnicas; Portaria 3214 - MTE - NR 11 - Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais; Resoluções do CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito.
  6. O que é CMTE?
    Carga máxima de trabalho efetiva: obtida a partir da multiplicação do CMT (Carga Máxima de Trabalho) pelo FU (Fator de Uso).
  7. O que é fator de segurança?
  8. O que é fator de uso?
    Fator aplicado ao CMT (Carga Máxima de Trabalho) de uma cinta, para chegar ao CMTE (Carga Máxima de Trabalho Efetiva) para um dado modo de montagem ou uso.
  9. O que fazer em caso de um acidente durante a movimentação?
    Uma vez que é impossível relacionar 100% das possíveis causas de acidentes, é fundamental realizar um planejamento adequado e criterioso, considerando os prováveis efeitos de um acidente, ao realizar determinada movimentação de carga. Neste caso as ações preventivas incorporadas ao plano de movimentação da carga devem bloquear todos os prováveis efeitos de um acidente, analisados no planejamento. As ações podem ser mitigadoras ou corretivas, no acidentado, no equipamento e/ou no meio ambiente. O SESMT da empresa (quando existir) deve ser envolvido no planejamento e execução da movimentação, bem como possíveis prestadores de serviços (particulares ou públicos) nas áreas de primeiros socorres, prevenção e combate a incêndios e agressões ao meio ambiente. A TECNOTEXTIL LEVTEC possui técnicos especializados em grandes movimentações de carga, que podem ser previamente agendados para acompanhamento, como parte de nossos serviços pós venda.
  10. Por que as manilhas que a Tecnotextil oferta são conforme ASME B30.26?
    A norma nacional ABNT NBR 13545:2012 estabelece uma série de requisitos excelentes como ensaios de tipo, propriedades mecânicas, requisitos de resistência à fadiga, ruptura etc., ou seja: requisitos de desempenho (excelente!). Ela também estabelece requisitos de informações que devem ser marcadas na peça (em acessórios, não temos uma etiqueta como nas cintas), bem como do certificado (Declaração do Fabricante), ou seja: requisitos de rastreabilidade (excelente!). As manilhas de fabricação Juli Sling Co. Ltd atendem plenamente a todas estas exigências: são estas manilhas que nós comercializamos. E toda nossa documentação acompanhante também fornece toda esta rastreabilidade. Porém a NBR 13545 nos seus itens 4.1 e 4.2, respectivamente nas Tabelas 1 e 2 determina medidas específicas para cada modelo de manilha. Estas medidas, na maioria dos modelos de manilhas disponíveis no mercado (não somente no Brasil), não são atendidas: cada fabricante desenvolveu o seu projeto. E esta NBR 13545 também restringe capacidades! Por exemplo: nossa manilha de capacidade de 1.500t jamais atenderá a esta norma, pois ela restringe manilhas curvas em no máximo 320t. Isto se trata de um grave desvio na elaboração desta norma nacional, que vai contra as diretrizes da ABNT NBR ISO/IEC 17007:2014 - Avaliação da conformidade - Orientações para redação de documentos normativos adequados ao uso na avaliação da conformidade. A ISO 17007 deixa claro no seu item 5.2.3: "convém que os documentos normativos para objetos de avaliação da conformidade se concentrem somente nos critérios ou características de desempenho do objeto". Por desempenho aqui pode se entender (como em diversas outras normas de acessórios, cintas e correntes para movimentação de cargas) a determinação do fator de segurança, por exemplo. Ainda no assunto das medidas, trata-se de uma restrição de tecnologia: se um fabricante consegue fazer "mais com menos", por exemplo (medidas menores que a norma determinou) ele será prejudicado pela norma. Neste ponto a ISO 17007 também esclarece, no seu item 5.2.6: "Convém que os requisitos especificados sejam escritos de tal forma que facilitem o desenvolvimento da tecnologia. Em geral isto é alcançado: - especificando os requisitos em termos de desempenho, em vez das características de projeto ou descritivas; - especificando os requisitos relativos ao objeto e não ao processo de produção para o objeto". É por isto, então, que ofertamos ao mercado as nossas manilhas conforme ASME B30.26. Mas isto não quer dizer que todas manilhas não atendem as medidas da NBR 13545: é necessário estudar cada modelo de manilha, algumas podem ter as mesmas medidas das Tabelas 1 e 2 já citadas, outras não.
  11. Por que cinta tubular não pode ter costura lateral?
    Como diz a Norma ABNT NBR 15637-2, a capa das cintas tubulares não pode conter emendas laterais. Mas antes de esclarecer o porquê, temos que lembrar da função da capa. Ela tem o objetivo primordial de coibir a entrada de pós, cristais, areia, enfim: evitar que partículas sólidas entrem na cinta, consequentemente danificando o núcleo. capa Durante o uso, as cintas tubulares recebem um enorme esforço de carga e, ao mesmo tempo, o núcleo fica em constante contato/atrito com a capa de proteção. É por isso, inclusive, que a área interna da capa tem que ser mais lisa e homogênea que a parte externa, para facilitar o deslocamento (minimizar o atrito) com o núcleo. Podemos, assim, resumir a função da capa como sendo a de: revestir, proteger e minimizar o atrito com o núcleo de cordões, que se apresenta de maneira fechada para impedir a penetração de sujeira e partículas sólidas. É por isso então, que não pode ser feita uma cinta tubular utilizando-se de uma fita "larga", para depois a dobrar ao meio a costurando longitudinalmente, ao invés de utilizar a devida capa de proteção. Esta costura longitudinal facilitaria muito a entrada de partículas sólidas, diminuindo drasticamente o tempo de vida útil da cinta, devido ao atrito entre estas partículas, núcleo e capa; além de ser uma prática que vai contra os requisitos da norma!
  12. Posso utilizar cintas não conforme NBR?
    A ABNT recebeu do CONMETRO a responsabilidade pela elaboração da legislação técnica nacional (Resolução 07/92). O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90), indica que sejam seguidas as Normas da ABNT. A ABNT é citada na Lei de Licitações (Lei 8666/93). Os legisladores usam as normas ABNT para alicerçar seus pareceres em processos Civil (CLT –Artigo 186), Criminal (diversas leis), Previdenciário (Lei 8213/91) e Ambiental (Lei 9605/98). A Portaria 3214, do MTE, define na Norma Regulamentadora 12 – SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS: Princípios Gerais: “Observar o disposto nas demais NR's, Normas Técnicas oficiais e, na ausência ou omissão destas, nas normas internacionais aplicáveis.” A Portaria 3214 não abre opção de uso de qualquer produto que não atenda uma norma. Ou seja, o juiz que vai julgar um processo, usará normas da ABNT ou, usará uma norma internacional se, e somente se, não houver norma nacional sobre o assunto (como no caso da matéria prima aramida). Todos os profissionais no exercício de suas funções (técnicas e/ou de gestão) correm o risco involuntário de se envolver em um sinistro ou passar por uma fiscalização. Todos nós, profissionais, não podemos ter dúvidas se devemos seguir ou não as legislações incidentes, sendo neste caso específico de cintas têxteis, as Normas da ABNT ou Norma internacional no caso da matéria prima aramida. Também destaco que não devemos correr o risco de sermos julgados (se houver um sinistro ou fiscalização) e estarmos usando uma cinta importada, produzida conforme normas do país de origem (ex.: Norma EN 12195, EN 14092). As cintas fabricadas em outros países não atendem integralmente as Normas da ABNT, pois são produzidas conforme normas de seu país de origem, e só poderão ser usadas no Brasil se forem confeccionadas com matérias primas diferentes de poliéster, poliamida ou polipropileno (matérias primas previstas nas NBR's).
  13. Quais as regras de segurança durante a movimentação?
    A movimentação de materiais implica em uma análise prévia rigorosa, com foco nos riscos associados e intrínsecos ao processo (atividades referentes à pré-operação, operação e manutenção relacionadas à inspeção, utilização, manuseio e condução de equipamentos móveis). Deve-se basicamente considerar itens como:
    • Conceitos gerais de movimentação de carga
    • Tipos de equipamento
    • Riscos por equipamento
    • Tipos de movimentação
    • Tipos de controle por risco
    • Conceitos e práticas sobre equipamentos de segurança
    • Tipos de equipamento de segurança
    • EPI - Equipamento de proteção individual
    • EPC - Equipamento de proteção coletiva
    • Conhecimento adequado do funcionamento de equipamentos de segurança
    • Inspeção dos equipamentos e itens de segurança
    • "Check list" de pré-operação
    • Tipos de acessório e suas inspeções
    • Regras de guindar, movimentar e transportar de acordo com o equipamento
    • Regras de condução, circulação e sinalização (vertical e/ou horizontal) do local
    • Medidas de controle
    • Tipos de veículos utilizados
    • Riscos associados e seus controles
    • Conhecimentos gerais sobre o Plano de Rigging (finalidade, informações geradas etc)
    • Responsabilidades para a liberação
    • Permissão para realização da atividade
    • Prevenção de Acidentes
    • Primeiros Socorros
  14. Quais são as Leis que regem a movimentação de cargas?
    Lei da Dinâmica (3 leis de Newton): Primeira Lei de Newton: todo corpo persiste em seu estado de repouso, ou de movimento retilíneo uniforme, a menos que seja compelido a modificar esse estado pela ação de forças impressas sobre ele. Segunda Lei de Newton: o princípio fundamental da dinâmica enuncia que a taxa de variação no tempo da quantidade de movimento de um ponto material é igual à soma das forças aplicadas neste ponto. Este princípio é chamado também de Segunda Lei de Newton. F = m x a onde F é a resultante das forças aplicadas no corpo, m a massa do corpo, e a representa a resultante das acelerações do corpo, além disso, F e a são grandezas vetoriais. Terceira Lei de Newton: o Princípio da Ação e Reação afirma que se um determinado ponto material “A” exerce uma força sobre um outro ponto material “B”, então “B” exercerá sobre “A” uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário, ou seja a toda ação tem uma reação. O par ação e reação sempre é composto por forças de mesma natureza (ambas de contato, ou elétricas etc.) e que agem em corpos distintos, portanto não tem sentido físico dizer que ação e reação se neutralizam. A este Princípio chamamos de Terceira Lei de Newton (Conhecida também como Lei da Ação e Reação)
  15. Quais são as normas do mercado de movimentação de cargas?
    As normas técnicas estão em constante elaboração, implementação e revisão, devendo ser consultado periodicamente ou a cada necessidade. Abaixo, relacionamos as existentes e em vigor relacionáveis a movimentação com cintas têxteis, no momento da montagem desta resposta: Cabos de Aço:
    • ISO 17558 - Steel wire ropes -- Socketing procedures -- Molten metal and resin socketing
    • NBR 13541-1 - Linga de cabo de aço. Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio
    • NBR 13541-2 - Linga de cabo de aço. Parte 2: Utilização e inspeção
    • NBR 4309 - Equipamentos de movimentação de carga - Cabos de aço - Cuidados, manutenção, instalação, inspeção e descarte
    • NBR ISO 2408 - Cabos de aço para uso geral - Requisitos mínimos
    • NBR ISO 3108 - Cabos de aço para uso geral - Determinação da carga de ruptura real
    Cintas:
    • NBR 15883-1 - Cintas têxteis para amarração de cargas - Segurança. Parte 1: Cálculo de tensões
    • NBR 15883-2 - Cintas têxteis para amarração de cargas - Segurança. Parte 2: Cintas planas
    • NBR 15637-1 - Cintas têxteis para elevação de cargas. Parte 1: Cintas planas manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos
    • NBR 15637-2 - Cintas têxteis para elevação de cargas. Parte 2: Cintas tubulares manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos
    Correntes:
    • EN 12195-3 - Load restraint assemblies on road vehicles - Safety - Part 3 - Lashing chains
    • NBR 15516-1 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas - Lingas de correntes. Parte 1: Grau 8 - Requisitos e métodos de ensaio
    • NBR 15516-2 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas — Lingas de correntes. Parte 2: Utilização, manutenção e inspeção
    • NBR ISO 1834 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas - Condições gerais de aceitação
    • NBR ISO 3076 - Corrente de elos curtos de aço de seção circular para elevação de cargas — Correntes de tolerância média para lingas de corrente — Grau 8
    Acessórios e terminais:
    • NBR 13545 - Movimentação de cargas — Manilhas
    • NBR ISO 16798 - Anel de carga Grau 8 para uso em lingas
    • NBR ISO 3266 - Parafusos-olhal de aço forjado de grau 4 para fins de elevação de cargas
    • NBR ISO 8539 - Acessórios de aço forjado para utilização em elevação com correntes de grau 8
    Outras:
    • NBR 8400 - Cálculo de equipamento para levantamento e movimentação de cargas - Procedimento
    Referência: http://www.abntcatalogo.com.br/
  16. Qual a diferença entre carga nominal e "carga real"?
    Carga nominal refere-se ao peso (kgf) da carga a ser movimentada. Carga real, considera a carga nominal e a respectiva força de gravidade incidente.
  17. Qual é o material utilizado na fabricação de cintas?
    A legislação brasileira prevê 3 tipos de materiais: poliéster, poliamida e polipropileno. A TECNOTEXTIL LEVTEC adota a fabricação de cintas 100% em poliéster, por ser a fibra com maior range de temperatura de trabalho (-40 °C a +100 ºC), além de ser resistente à maioria dos ácidos minerais e possuir uma elasticidade (até 7º) menor que as demais matérias primas (fator importantíssimo quando se fala em amarração de cargas, por exemplo).
  18. Qual o limite de uso do fator de segurança?
    O Fator de Segurança jamais deve ser levado em consideração na utilização de uma cinta. Ele existe para ensaios laboratoriais de comprovação ou de legislação. A cinta durante o uso normal dentro do CMTE já acaba "invadindo" o FS durante a movimentação, condição considerada normal. Veja mais em matéria específica de nosso Blog.
  19. Quando eu sei que estou trabalhando no limite de capacidade da cinta?
    Na seleção e especificação de cintas, deve-se definir corretamente à carga máxima de trabalho exigida, levando-se em conta o modo de uso e a natureza da carga a ser içada. As dimensões, forma e peso (kgf) da carga, método de uso pretendido, a área de trabalho e a natureza da carga são todos fatores que afetam a seleção correta. A cinta selecionada deve suportar à carga, ser suficientemente forte e ter o comprimento correto para o modo de uso. Caso mais de uma cinta seja usada para elevar uma carga, todas devem ser do mesmo material e capacidade. O material do qual a cinta é manufaturada não deve ser afetado negativamente pelo ambiente de trabalho ou pela carga. Deve-se também considerar que os acessórios auxiliares (proteções, ferragens etc) e os dispositivos de elevação, devem ser compatíveis com a(s) cinta(s). Os terminais das cintas podem ser olhais flexíveis ou acessórios metálicos escolhidos em função da adequação ao acoplamento com a máquina de levantamento de carga. Ao se utilizarem cintas com olhais flexíveis, o comprimento mínimo do olhal para uma cinta a ser usada com gancho, deve ser no mínimo 3,5 vezes a espessura máxima do gancho em contato com a cinta e em qualquer circunstância o ângulo interno formado no olhal da cinta não pode ser superior a 20°.